Política
Lula: ‘Estava em dúvida, mas tenho certeza que vamos voltar a governar em 2023’
Ao lado de Alckmin, o ex-presidente participou do evento que reuniu as principais centrais sindicais em apoio a sua candidatura
O ex-presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira 14 que tem certeza de que vencerá as eleições de outubro de 2022 e voltará a governar o Brasil a partir de 2023. A afirmação foi feita ao lado de Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice em sua chapa, no evento que reuniu as principais centrais sindicais brasileiras em apoio à candidatura do petista.
“Eu entrei aqui com dúvida, falei pro Alckmin que a eleição ia ser difícil e que não sabia se a gente ia ganhar. Mas agora saio daqui com a certeza de que nós vamos voltar a governar este País em 2023”, disse Lula ao encerrar sua participação.
No evento, o petista recebeu um documento produzido durante a Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), que traz as principais reivindicações do movimento sindical para o próximo governo. Ao receber a carta assinada por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Publica, Intersindical, Lula disse estar diante de ‘um plano de governo’.
“Vocês apresentaram não uma pauta de reivindicações, o que vocês apresentam é quase um programa de governo e de reconstrução deste País”, elogiou o ex-presidente. Segundo disse, ele ainda vai levar o documento para ser discutido com empresários e universitários.
“Queremos chamar o presidente da Confederação da Indústria, da Fiesp, da Febraban, não queremos deixar ninguém fora. Todo mundo vai sentar na mesa e eu quero saber o compromisso de cada um contra o empobrecimento deste País. Qual o compromisso de cada um com a melhoria de vida do povo”, destacou.
Conforme defendeu, a iniciativa de colocar lado a lado o plano de empresários e trabalhadores reflete o mesmo objetivo que ele tem ao se unir com Alckmin, ex-adversário em eleições passadas.
“Vamos juntar duas experiências porque aqui [apontando para Alckmin] não tem nenhum analfabeto em governança de Brasil. Vamos todos juntos tentar recuperar em quatro anos o que eles destruíram”, disse o ex-presidente.
O petista também destacou a todo momento que a criação de novos empregos será sua ‘principal obsessão’ em um terceiro mandato e que a revogação da reforma trabalhista não será para voltar ao texto anterior, mas sim para melhorar, de fato, a legislação vigente.
“Não adianta dizer que vamos mudar tudo para ser o que era antes, não é o que queremos, nós queremos melhorar”, explicou. “Nós queremos adaptar a nova legislação trabalhista à realidade atual, não queremos voltar a 1943, mas sim fazer um acordo com a realidade de 2023”, completou Lula.
Lula voltou ainda a dizer que o Brasil foi vítima de um golpe, assim como outros países da América Latina, ao trocarem governos progressistas por governos de direita nas últimas décadas. Segundo defendeu, as mudanças foram movimentos orquestrados pela elite global.
“Toda vez que neste País e em qualquer País da América Latina aparece um governo progressista que quer garantir que o povo trabalhador possa melhorar, aparece alguém propondo fazer um golpe e tentar destruir as políticas de avanços sociais que o povo consegue”, disse, citando os exemplos do Equador, Bolívia e Argentina.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Alckmin: ‘A luta sindical deu ao Brasil o seu maior líder popular. Viva Lula’
Por CartaCapital
É insano o MDB ter uma candidatura com 1% dos votos, diz Renan ao apoiar Lula
Por CartaCapital
IstoÉ/Sensus: Lula lidera por 15 pontos e tem a menor rejeição entre os principais candidatos
Por CartaCapital



