Política
Lula diz que não vai blindar Lulinha de investigação: ‘Eu não vou afastar delegado da PF’
O filho do presidente é investigado sob suspeita de tráfico de influência
O presidente Lula (PT) afirmou, nesta quinta-feira 27, que a Polícia Federal terá total liberdade para conduzir o inquérito contra o seu filho, Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. As apurações conduzidas pela Polícia Federal miram negócios do empresário envolvendo Lulina, a lobista Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
“Não sou do Ministério Público, não sou delegado e não sou juiz. Sou Presidente da República e pai do Fábio. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer outro brasileiro. Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, não vou fazer qualquer movimento como para acobertar erros, como outros já fizeram”, disse em entrevista à TV Globo.
As acusações de interferência na PF marcaram o governo de Jair Bolsonaro (PL). Um levantamento indicou que Bolsonaro puniu ou demitiu dezenas de delegados por não terem agido de acordo com a cartilha bolsonarista, protegendo aliados e filhos do presidente.
Após deixar o ministério da Justiça e Segurança Pública, o agora senador Sérgio Moro declarou, em abril de 2020, que Bolsonaro operava mudanças na diretoria da PF para evitar que investigações atingissem aliados próximos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula pede a diretor-geral da PF que se reúna com Mendonça para reduzir tensão
Por Maiara Marinho
Alcolumbre escala aliados de Lula para relatar pautas prioritárias antes das eleições
Por Vinícius Nunes




