Economia
Lula anuncia plano de R$ 4,6 bilhões para ampliar e modernizar 11 aeroportos no País
Investimento financiado pelo BNDES integra o Novo PAC, prevê aumento da capacidade operacional e inclui terminais em SP, MS, PA e MG
O presidente Lula (PT) anunciou, nesta quarta-feira 11, um plano de investimentos voltado à ampliação e modernização da infraestrutura aeroportuária. A iniciativa prevê 4,64 bilhões de reais em apoio do BNDES e contempla 11 aeroportos administrados pela concessionária Aena em quatro Estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais.
O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, além de outras autoridades.
Os investimentos abrangem os aeroportos de Congonhas (SP); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA); e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG). Segundo o governo federal, o objetivo é ampliar a capacidade operacional, modernizar estruturas e fortalecer a conectividade aérea, sobretudo em regiões fora dos grandes centros.
O projeto integra o Novo PAC e faz parte da estratégia de fortalecimento da infraestrutura logística nacional. Atualmente, os 11 terminais movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano, e a expectativa oficial é elevar esse potencial para mais de 40 milhões após as melhorias.
Entre os empreendimentos previstos, o Aeroporto de Congonhas concentra o maior volume de recursos. O plano inclui a construção de um novo terminal de passageiros, ampliação do pátio de aeronaves, aumento das pontes de embarque e expansão da área comercial. Nos demais aeroportos, a chamada Fase I-B das concessões prevê adaptações estruturais, ampliação da capacidade e ações ligadas à sustentabilidade.
De acordo com o governo, a iniciativa deve gerar mais de dois mil empregos diretos e indiretos durante a implantação. O cronograma oficial prevê a conclusão das obras nos aeroportos regionais até o fim de 2026, enquanto as intervenções em Congonhas têm prazo estimado até 2028.
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