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STF

Lista de Fachin: 8 ministros de Temer são alvos de inquéritos

por Redação — publicado 11/04/2017 17h35, última modificação 12/04/2017 01h10
Entre eles, Eliseu Padilha, da Casa Civil, Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, e Aloysio Nunes, das Relações Exteriores
Valter Campanato / Agência Brasil / Fotos Públicas
Michel Temer em posse de ministros

Inquéritos basearam-se nas delações de executivos da Odebrecht. Na foto, Michel Temer durante cerimônia de posse de seus ministros, em maio de 2016

Com nove ministros no alvo, o núcleo duro do governo de Michel Temer foi fortemente atingido pela "lista de Fachin", isto é, pelos 83 inquéritos encaminhados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Edson Fachin

Entre os 108 alvos dos 83 inquéritos estão, além de 29 senadores e 42 deputados federais, nove ministros do governo de Michel Temer, diz publicação. 

Seriam eles: Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB) da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Roberto Freire (PPS), ministro da Cultura, também foi alvo de denúncia, mas Fachin não determinou a abertura de inquérito. Ele solicitou à Procuradoria-Geral da República para se manifestar sobre eventual extinção da punibilidade.

Ex-ministros, como o senador José Serra (PSDB), que passou pelo ministério das Relações Exteriores, e Romero Jucá (PDMB), que ocupou o ministério do Planejamento, também aparecem na mesma lista, ainda de acordo com informações do Estadão. 

Atual presidente do PMDB, Jucá divide com Aécio Neves, presidente do PSDB, o maior número de inquéritos: cinco cada um. 

A base dos inquéritos são as delações de 40 dos 78 executivos da Odebrecht. Eles foram abertos mediante pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Como os políticos citados têm foro privilegiado, a tramitação seguirá no STF.