Política

Líder caminhoneiro se diz ‘traído’ e pede ‘união’ contra o governo

A categoria se sente prejudica pelo BR do Mar, projeto que facilita navegação entre portos

Líder caminhoneiro se diz ‘traído’ e pede ‘união’ contra o governo
Líder caminhoneiro se diz ‘traído’ e pede ‘união’ contra o governo
Apoie Siga-nos no

O Senado Federal recebe nos próximos dias o BR do Mar, projeto que regulariza a cabotagem no Brasil. A proposta pode ampliar em 40% a navegação entre portos no País.

Na prática, o BR do Mar libera progressivamente o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. Para líderes dos caminhoneiros, a medida prejudica o transporte rodoviário de longa distância.

Um dos destaques aprovados, do partido Novo, retirou do texto uma das demandas mais importantes para a categoria: a proibição de empresas de cabotagem, empresas brasileiras de navegação e outras do mesmo grupo econômico contratarem transporte terrestre, seja no trajeto até o porto ou do porto até o cliente final. Assim, a oferta do serviço será permitida.

A proposta também oferece ao combustível de navegação, os mesmos subsídios tributários que os caminhoneiros pleiteiam para o diesel.

“Fomos traídos pelo governo. O político tem que ter palavra com a categoria, e não tiveram”, diz Wallace Landim, o Chorão, hoje presidente da Abrava (Associação Brasileira de Veículos Automotores), que congrega 30 mil profissionais em todo o País.

O descontentamento abre questões sobre os riscos de uma nova greve da categoria. Em pronunciamento aos caminhoneiros na terça-feira 8, Chorão conclama a categoria a ‘se unir’ contra o governo. “Se não nos mostrarmos pro governo que estamos unidos, vocês vão ficar sem trabalho.

Em 2018, incentivados por donos de transportadoras e pelo turbilhão de informações do WhatsApp, os caminhoneiros mostraram seu poder de uma forma nunca antes vista na história recente do Brasil. A greve durou 11 dias e causou prejuízos estimados em 16 bilhões de reais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo