Política

Kassab diz que Eduardo Leite é uma ‘extraordinária alternativa’ a Pacheco

Presidente do PSD afirmou que o governador gaúcho é uma pessoa ‘muito respeitada’ e um gestor ‘qualificadíssimo’

O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB). Foto: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini
O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB). Foto: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou neste sábado, 19, que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), é uma “extraordinária alternativa” ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na disputa pelo Palácio do Planalto. Na sexta-feira, 18, o gaúcho indicou a empresários que deve concorrer à Presidência da República.

Kassab reiterou o convite para que Pacheco dispute o Planalto pelo PSD, mas disse que o mineiro ainda avalia se aceitará ou não entrar na corrida eleitoral. A decisão do presidente do Senado deve ser tomada em breve, segundo o dirigente partidário. Kassab disse que ficaria “muito feliz” em ter Pacheco como candidato.

“Caso contrário, é evidente que o Eduardo Leite é uma extraordinária alternativa”, acrescentou, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O presidente do PSD aproveitou para tecer elogios a Leite. Ele disse que o governador gaúcho é uma pessoa “muito respeitada” e um gestor “qualificadíssimo”. De acordo com Kassab, a ideia de convidar Leite para se filiar ao partido e concorrer à Presidência foi levada a ele pelo diretório estadual da sigla no Rio Grande do Sul.

“Vamos aguardar, porque o importante é que o partido terá candidatura própria à Presidência da República”, disse Kassab, que se encontrou com Leite na última segunda-feira, 14, em São Paulo.

A saída do PSDB vem sendo avaliada por Leite desde o fim de novembro, quando ele perdeu as prévias para o governador de São Paulo, João Doria, escolhido como pré-candidato da legenda à sucessão do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Em reunião na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), na manhã de sexta-feira, o governador gaúcho falou em “passar o bastão” no Estado e indicou que deve renunciar ao mandato em março. Na prática, ele descartou a disputa pela reeleição, embora há uma semana tenha admitido essa hipótese.

O tom do discurso foi de despedida.

“De fato, estou sendo provocado novamente sobre o cenário nacional. Olha, passar um cavalo encilhado já não é fácil; passar dois, não dá para a gente desprezar”, disse Leite, numa referência aos convites que têm recebido para concorrer à Presidência.

Foi nesse momento que ele vestiu o figurino da chamada terceira via, mostrando-se disposto a romper a polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje líder nas pesquisas de intenção de voto.

“Me causa especial preocupação que, no cenário nacional, se insista numa fórmula de enfrentamento em todas as candidaturas que estão postas. Existem dois campos políticos bem marcados que polarizam fortemente esta disputa eleitoral”, afirmou o governador para a plateia de empresários. “Se for, de fato, algo consistente, e que a gente tenha apoio para isso, eu tenho coragem, vontade e disposição de poder apresentar algum caminho alternativo.”

Em outubro passado, Kassab anunciou que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), deveria ser o candidato do PSD ao Planalto. De lá para cá, no entanto, nada andou. Pacheco, inclusive, já avisou a aliados que desistirá de entrar no páreo. A partir daí, Kassab procurou Leite.

Estadão Conteúdo

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