Economia

Justiça mantém a prisão de envolvidos em ato na Alesp contra a privatização da Sabesp

Deputados paulistas aprovaram um projeto que autoriza o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a vender a empresa

Vigília em protesto pela libertação de presos que protestaram contra a privatização da Sabesp. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que dois dos quatro manifestantes detidos na quarta-feira 6 durante a votação da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, tiveram a prisão mantida após audiência de custódia.

Hendryll Luiz Rodrigues de Brito Silva, estudante da Unifesp e integrante do Movimento Correnteza, e o professor Lucas Borges Carvente, do Movimento Luta de Classes, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. Eles também passariam por exame de corpo de delito, porque relataram ao juiz violência policial.

Por outro lado, receberam liberdade provisória Vivian Mendes da Silva, presidenta estadual da Unidade Popular, e o metroviário Ricardo Senese, do Movimento Luta de Classes. A fiança foi fixada no valor de um salário mínimo.

Além disso, eles devem seguir medidas cautelares, como comparecimento mensal ao juízo, justificativa de atividades e proibição de se ausentar da comarca em que residem por mais de oito dias sem prévia comunicação.

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na quarta-feira o projeto que autoriza o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a vender o controle da Sabesp. Foram 62 votos favoráveis e um contrário, entre 94 votos possíveis. Todos os deputados de oposição se retiraram do plenário e não participaram da votação.

A sessão foi marcada por protestos de trabalhadores da companhia e organizações da sociedade civil. A votação chegou a ser suspensa e a galeria do plenário foi esvaziada.

Os manifestantes foram autuados por lesão corporal, dano, associação criminosa, resistência e desobediência, informou a Secretaria de Segurança Pública. Integrantes do movimento que resiste à privatização fizeram uma vigília em frente ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo, para protestar contra a prisão do grupo. Na noite desta quinta, eles aguardavam em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, onde ocorreu a audiência de custódia.

(Com informações da Agência Brasil)

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