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Justiça italiana rejeita pedido da defesa de Zambelli e mantém julgamento da extradição
A negativa impede troca de juízes e abre caminho para análise do pedido brasileiro já nesta quarta-feira 11
A Justiça da Itália rejeitou nesta terça-feira 10 o pedido apresentado pela defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli para substituir os juízes responsáveis por analisar o processo de extradição solicitado pelo Brasil. A decisão foi tomada pela Corte de Apelação de Roma e mantém o colegiado que conduz o caso.
Com a negativa, a expectativa é que o mérito do pedido de extradição seja julgado na quarta-feira 11, em nova audiência. A defesa alegava falta de imparcialidade dos juízes, argumento que não foi acolhido pelo tribunal italiano.
Zambelli está detida em Roma e participou virtualmente da sessão. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o andamento do processo, ao considerar que há risco de fuga.
A ex-congressista foi condenada no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Após a condenação, ela fugiu do País para a Itália.
O processo de extradição já foi adiado diversas vezes, inclusive por pedidos da defesa e pela apresentação de novos documentos. Em uma das etapas, a Corte italiana solicitou informações adicionais ao Brasil sobre as condições do sistema prisional. Em resposta, o ministro Alexandre de Moraes enviou esclarecimentos sobre a unidade onde a pena seria cumprida, caso a extradição seja autorizada.
Após a decisão da Corte de Apelação, ainda caberá recurso à Corte de Cassação. Somente depois dessa etapa o processo seguirá para a decisão final do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, a quem cabe a palavra final sobre a extradição.
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