Política

Operação Lava Jato

Justiça divulga segunda gravação do depoimento de Lula

por Redação — publicado 11/05/2017 13h12, última modificação 11/05/2017 13h20
Filmagem que mostra Moro e os procuradores do MPF foi tornada pública nesta quinta-feira
Reprodução
Lula Sergio Moro

Lula e Sergio Moro durante o depoimento

A Justiça Federal do Paraná tornou públicas na manhã desta quinta-feira, 11, as imagens da segunda gravação, feita no dia anterior, do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. Na filmagem, é possível ver as reações de Moro, ao contrário do que ocorreu na primeira gravação, focada em Lula.

A praxe nos interrogatórios da Lava Jato é a gravação única focada nos depoentes. A defesa de Lula solicitou, no entanto, que uma segunda filmagem fosse feita, pois o formato original propaga “uma imagem distorcida dos sucessos verificados na audiência, impedindo que sejam avaliadas a postura do juiz, do órgão acusador, dos advogados e de outros agentes envolvidos no ato”.

Moro negou o pedido da defesa de Lula, afirmando que a "gravação pela parte da audiência com propósitos político-partidários não pode ser permitida, pois se trata de finalidade proibida para o processo penal". 

Os advogados de Lula recorreram ao Tribunal Regional Federal da 4ª região, responsável por revisar as decisões da primeira instância. O juiz Nivaldo Brunoni classificou o pedido da defesa de Lula de "inusitado" e sem "lógica" e disse ver a tese de que o formato original da gravação prejudica o réu como "especulativa".

Moro autorizou, entretanto, essa segunda gravação, feita em um segundo plano, e as imagens foram divulgadas às 11h06 desta quinta. As quase cinco horas de depoimento estão divididas em 21 partes, que apresentam descompasso entre o vídeo e o áudio – este é mais rápido que as imagens.

Confira abaixo o último dos vídeos, com o trecho de encerramento das alegações finais de Lula, e a "garantia" dada ao ex-presidente por Moro de que ele terá um julgamento justo.