Política
Justiça acata denúncia e militares viram réus em caso dos 80 tiros
Os militares — um 2º tenente, um 3º sargento, dois cabos e oito soldados — vão responder por duplo homicídio e omissão de socorro
A juíza Mariana Queiroz Aquino, da 1ª auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro, tornou réus doze militares envolvidos no assassinato do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador Luciano Macedo. O caso ficou conhecido na imprensa como ’80 tiros’.
Os militares — um 2º tenente, um 3º sargento, dois cabos e oito soldados — vão responder por duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e omissão de socorro.
O crime ocorreu no dia 7 de maio, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. A decisão acata denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar na sexta-feira 10. De acordo com a denúncia do MP Militar, o veículo conduzido por Evaldo teria sido “confundido” com outro, supostamente envolvido em um assalto. Foram disparados, segundo a perícia que integra o processo, mais de 257 tiros de fuzil e de pistola — 67 atingiram o carro de Evaldo, que voltava com a família de uma festa.
Evaldo foi atingido por oito disparos e morreu na hora. O sogro dele, Sérgio Gonçalves de Araújo, ficou ferido na ação. Numsegundo momento, o catador Luciano tentou ajudar a família que estava dentro do carro e foi atindigido pelos disparos. Mesmo vendo o homem ferido, alega o MP, os militares não prestaram socorro.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



