Política

Opinião

José Serra, o mais obscuro chanceler

por Sergio Lirio publicado 22/02/2017 23h25
Há tempos o tucano havia se tornado irrelevante no governo Temer. Em termos eleitorais, o caminho parece cada vez mais aberto para Alckmin
Wilson Dias / Agência Brasil
Serra

A absoluta incapacidade de Serra de entender a complexidade da geopolítica internacional marcou sua passagem pelo Itamaraty

Após uma passagem atrabiliária, confusa e irrelevante pelo Itamaraty, o tucano José Serra pediu demissão na noite da quarta-feira 22. Alegou problemas de saúde que o impediriam de cumprir a carregada agenda de viagens internacionais do Ministério das Relações Exteriores.

Serra sofre de graves problemas na coluna e há muito havia se tornado um personagem obscuro no governo de Michel Temer.

Adesista de primeira hora, o tucano não conseguiu se transformar, como pretendia, no Fernando Henrique Cardoso de Temer. FHC, antes de ocupar o Ministério da Fazenda e galopar no sucesso do Plano Real, foi chanceler de Itamar Franco.

O rebaixamento moral do Brasil perante o mundo após o golpe e a absoluta incapacidade de Serra de entender a complexidade da geopolítica internacional vão marcar sua passagem pelo Itamaraty.

Em termos eleitorais, o caminho parece cada vez mais aberto para Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Com Serra combalido fisicamente e Aécio Neves desmoralizado, não resta outra opção para o tucanato.