Mundo
Itamaraty condena decisão de Israel de alterar regras de registro de terras na Cisjordânia
O governo brasileiro destacou que as medidas favorecerão a expansão de assentamentos ilegais e contribuirão para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado
O Itamaraty condenou, nesta terça-feira 10, as medidas anunciadas pelo gabinete de segurança de Israel que facilitam a compra de terras por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada e ampliam os poderes de fiscalização das autoridades israelenses sobre os palestinos.
Em nota, a pasta destacou que, se implementadas, as medidas favorecerão a expansão de assentamentos ilegais e contribuirão para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado.
Completou, ainda, que a decisão representa “flagrante violação do direito internacional”, tendo como base resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e um parecer consultivo de 19 de julho de 2024 da Corte Internacional de Justiça, que considerou ilícita a presença contínua de Israel no território palestino ocupado.
O governo reforçou o direito inalienável do povo palestino a um Estado independente e soberano. “Brasil insta Israel a abster-se de adotar ações unilaterais equivalentes à anexação do território palestino ocupado e que ameacem a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e a possibilidade de paz justa e sustentável no Oriente Médio”, completou a nota.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Inflação na Argentina acelera e vai a 32,4% em 12 meses
Por CartaCapital
Presidente da Colômbia diz ter escapado de tentativa de assassinato
Por AFP
Policiais da Argentina são punidos após protesto por aumento de salário
Por AFP



