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Itamaraty condena decisão de Israel de alterar regras de registro de terras na Cisjordânia

O governo brasileiro destacou que as medidas favorecerão a expansão de assentamentos ilegais e contribuirão para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado

Itamaraty condena decisão de Israel de alterar regras de registro de terras na Cisjordânia
Itamaraty condena decisão de Israel de alterar regras de registro de terras na Cisjordânia
Bandeira israelense em assentamento na Cisjordânia – Foto: Tania Kraemer/DW
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O Itamaraty condenou, nesta terça-feira 10, as medidas anunciadas pelo gabinete de segurança de Israel que facilitam a compra de terras por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada e ampliam os poderes de fiscalização das autoridades israelenses sobre os palestinos.

Em nota, a pasta destacou que, se implementadas, as medidas favorecerão a expansão de assentamentos ilegais e contribuirão para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado.

Completou, ainda, que a decisão representa “flagrante violação do direito internacional”, tendo como base resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e um parecer consultivo de 19 de julho de 2024 da Corte Internacional de Justiça, que considerou ilícita a presença contínua de Israel no território palestino ocupado.

O governo reforçou o direito inalienável do povo palestino a um Estado independente e soberano. “Brasil insta Israel a abster-se de adotar ações unilaterais equivalentes à anexação do território palestino ocupado e que ameacem a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e a possibilidade de paz justa e sustentável no Oriente Médio”, completou a nota.

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