‘Ir ao jogo é um direito meu’, diz Covas após comparecer à final da Libertadores

Críticos apontaram a falta de exemplo do prefeito, já que São Paulo está na fase mais rigorosa do isolamento

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Patrícia Cruz/PSDB

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Patrícia Cruz/PSDB

Política

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), respondeu à críticas feitas após ele ter comparecido à final da Copa Libertadores da América no sábado 30.

Em uma publicação no Instagram, Covas diz que “a lacração da Internet resolveu pegar pesado” e que respeitou “todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias” do Rio de Janeiro.

Covas explica que estava de licença em razão do tratamento de seu câncer, mas que tirou três dias de folgas não remuneradas para ir ao Maracanã.

“Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal.”, escreveu.

A presença do prefeito no estádio, que tinha convidados das equipes do Santos e Palmeiras, repercutiu pelo fato da cidade paulista estar atualmente na fase mais rígida do isolamento. Críticos apontaram a falta de exemplo do prefeito.

Além disso, as torcidas estavam restritas em apenas uma parte do estádio, o que gerou aglomeração e flagrantes de pessoas sem máscaras ao longo da partida.

“Todos dentro do estádio poderiam estar lá. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila”, concluiu Covas. Veja a publicação.

 

Junte-se ao grupo de CartaCapital no Telegram

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

É repórter do site de CartaCapital.

Compartilhar postagem