Política

Ideia Big Data: Bolsonaro encerra março com pior avaliação desde 1995

A parcela da população que avalia o governo como ótimo ou bom diminuiu de 50% para 38%

Ideia Big Data: Bolsonaro encerra março com pior avaliação desde 1995
Ideia Big Data: Bolsonaro encerra março com pior avaliação desde 1995
Bolsonaro (foto: Agência Senado)
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Perto de completar 100 dias de governo, Jair Bolsonaro tem visto sua avaliação e aprovação caírem pesquisa após pesquisa. Segundo o levantamento da Ideia Big Data encomendado pela revista Veja e divulgado nesta sexta-feira 5, o pesselista tem o pior resultado no fim do primeiro semestre desde 1995.

A parcela da população que avalia o governo como ótimo ou bom despencou de 50% para 38%. Quem avalia o governo como ruim ou péssimo subiu para 27%, 5 pontos percentuais acima do dado de janeiro. A pesquisa estima que cerca de 15 milhões de pessoas que votaram em Bolsonaro deixaram de avaliar seu governo de maneira positiva.

O primeiro semestre de um primeiro mandato presidencial é sempre considerado a “lua de mel”, fase em que os deslizes são perdoados e os defeitos relevados pela maior parte dos eleitores. Foi assim com FHC, Lula e Dilma, mas não com Bolsonaro.

Muito disso se deve ao fato de o presidente ter se envolvido em diversas polêmicas ao longo desses três meses. Além disso, Bolsonaro, que se diz “contra a velha política”, não está fazendo uma articulação com o Congresso, o que iniciou uma guerra entre os dois poderes.

Com a oscilação do apoio à reforma da Previdência, o mercado reagiu, o dólar disparou e a bolsa caiu, chegando no mesmo patamar do auge da crise do governo Dilma.

O desemprego aumentou e até o momento o governo não conseguiu emplacar nenhuma pauta positiva com potencial para apaziguar os ânimos. David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília, disse em entrevista à Veja: “Não é possível governar um país pelo Twitter”. É palpável o desgaste provocado por discussões fátuas nas redes sociais, envolvendo o presidente, os filhos, ministros e o indefectível guru do governo, Olavo de Carvalho.

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