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Indicação de Humberto Costa é vitória, diz Rands

Política

Líder do PT no Senado e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa será o candidato petista à Prefeitura de Recife. A decisão foi tomada no início da noite da terça-feira 5 pela Executiva Nacional do partido, em São Paulo. O atual prefeito, João da Costa, engajado no projeto de reeleição, abandonou a reunião antes do término e se disse “triste e indignado” com a anulação da prévia realizada em 20 de maio, na qual saiu vencedor com 52% dos votos, contra Maurício Rands, secretário de governo de Pernambuco. A votação acabou invalidada depois que o processo se transformou numa batalha judicial, com acusações de fraude de ambas as partes. Uma nova prévia deveria ser realizada no último fim de semana, mas o presidente nacional do PT, Rui Falcão, pediu a ambos que retirassem as suas candidaturas devido ao desgaste do episódio. Rands cedeu, mas João da Costa bateu o pé.

Reunido com correligionários no Recife na manhã desta quarta-feira, o prefeito evita falar com a imprensa. Na terça-feira, na saída da sede do PT, afirmou que ainda não sabia se iria recorrer da decisão nem se vai apoiar a candidatura de Humberto Costa. Antes mesmo da reunião, João da Costa havia divulgado um manifesto em que rechaçava a ideia de o partido indicar um candidato que não havia participado da prévia. Ainda segundo a carta, o nome de Humberto Costa “seria maculado com o título de biônico e interventor, já que houve um processo legítimo de consulta às bases partidárias, da qual não participou nosso senador”.

Também preterido da disputa, Rands concordou em renunciar à pré-candidatura em favor do senador petista. “Sinto-me injustiçado porque o João da Costa é que foi o responsável pelas fraudes eleitorais, e não eu. Mas com a indicação de Humberto Costa saio dessa disputa vitorioso, porque ao menos impedi a reeleição do prefeito, que não dialoga com ninguém e promoveu um racha no partido”, afirmou a CartaCapital.

Ao lado do deputado João Paulo Lima, que governou Recife por dois mandatos, Rands divulgou um manifesto assinado por 87 lideranças do PT pedindo uma “postura séria” da Executiva contra João da Costa. “Ocorreram manipulações surpreendentes pelo grupo do prefeito, como adulteração da lista de votantes, utilização, sem limites, de pressões e exonerações, participação de pessoas estranhas ao PT, inclusive de grupos de direita, uso da máquina pública e do poder econômico de forma incompatível com a democracia e as tradições petistas”, diz o texto.

Humberto Costa aceitou a indicação para concorrer à prefeitura da cidade e deve participar da entrevista coletiva convocada pelo presidente do PT, Rui Falcão, na tarde desta quinta-feira, em São Paulo. Se não for capaz de unir o partido durante as eleições, ao menos o senador conta com o aval do governador pernambucano Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. A definição do PT no Recife era considerada crucial para a legenda selar a aliança com o PSB em torno da candidatura de Fernando Haddad na capital paulista. Um sinal de que o acordo será fechado foi a saída de Marcio França, presidente do PSB-SP, do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, anunciada na terça-feira. Ele deixou a Secretaria de Turismo de forma “temporária”, mas afirmou que “em função das eleições” achou “incompatível continuar exercendo o cargo”. Na próxima semana, Eduardo Campos deve viajar a São Paulo para se reunir com o ex-presidente Lula, um dos principais articuladores da campanha Haddad.

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Reunido com correligionários no Recife na manhã desta quarta-feira, o prefeito evita falar com a imprensa. Na terça-feira, na saída da sede do PT, afirmou que ainda não sabia se iria recorrer da decisão nem se vai apoiar a candidatura de Humberto Costa. Antes mesmo da reunião, João da Costa havia divulgado um manifesto em que rechaçava a ideia de o partido indicar um candidato que não havia participado da prévia. Ainda segundo a carta, o nome de Humberto Costa “seria maculado com o título de biônico e interventor, já que houve um processo legítimo de consulta às bases partidárias, da qual não participou nosso senador”.

Também preterido da disputa, Rands concordou em renunciar à pré-candidatura em favor do senador petista. “Sinto-me injustiçado porque o João da Costa é que foi o responsável pelas fraudes eleitorais, e não eu. Mas com a indicação de Humberto Costa saio dessa disputa vitorioso, porque ao menos impedi a reeleição do prefeito, que não dialoga com ninguém e promoveu um racha no partido”, afirmou a CartaCapital.

Ao lado do deputado João Paulo Lima, que governou Recife por dois mandatos, Rands divulgou um manifesto assinado por 87 lideranças do PT pedindo uma “postura séria” da Executiva contra João da Costa. “Ocorreram manipulações surpreendentes pelo grupo do prefeito, como adulteração da lista de votantes, utilização, sem limites, de pressões e exonerações, participação de pessoas estranhas ao PT, inclusive de grupos de direita, uso da máquina pública e do poder econômico de forma incompatível com a democracia e as tradições petistas”, diz o texto.

Humberto Costa aceitou a indicação para concorrer à prefeitura da cidade e deve participar da entrevista coletiva convocada pelo presidente do PT, Rui Falcão, na tarde desta quinta-feira, em São Paulo. Se não for capaz de unir o partido durante as eleições, ao menos o senador conta com o aval do governador pernambucano Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. A definição do PT no Recife era considerada crucial para a legenda selar a aliança com o PSB em torno da candidatura de Fernando Haddad na capital paulista. Um sinal de que o acordo será fechado foi a saída de Marcio França, presidente do PSB-SP, do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, anunciada na terça-feira. Ele deixou a Secretaria de Turismo de forma “temporária”, mas afirmou que “em função das eleições” achou “incompatível continuar exercendo o cargo”. Na próxima semana, Eduardo Campos deve viajar a São Paulo para se reunir com o ex-presidente Lula, um dos principais articuladores da campanha Haddad.

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