Política

Hugo Motta quer presidir a Câmara em ‘consenso da extrema-direta à extrema-esquerda’

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), ainda não declarou apoio ao candidato do Republicanos

Hugo Motta quer presidir a Câmara em ‘consenso da extrema-direta à extrema-esquerda’
Hugo Motta quer presidir a Câmara em ‘consenso da extrema-direta à extrema-esquerda’
O deputado federal Hugo Motta (Republicanos). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou, nesta segunda-feira 21, buscar uma aliança “da extrema-direita à extrema-esquerda” em torno de sua candidatura à presidência da Casa. A eleição ocorrerá em fevereiro de 2025.

Motta e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), estiveram juntos em um evento do agronegócio em São Paulo. O deputado alagoano ainda não declarou oficialmente apoio ao candidato do Republicanos.

“Temos confiança de que construiremos essa candidatura de consenso da extrema-direita à extrema-esquerda para que tenhamos a Casa funcionando bem, os partidos respeitados e que cada um possa defender a pauta que considera importante para o País”, disse Motta a jornalistas.

Segundo ele, o PT “tem uma importância muito grande nessa construção nossa”. Ele declarou ter confiança de que os petistas endossarão sua candidatura.

Os petistas, com 68 deputados, têm a segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PL, que contabiliza 92 representantes.

Hugo Motta virou um postulante competitivo quando o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), se retirou da disputa, no mês passado. Até aquele momento, o líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA), era considerado o favorito de Lira.

O atual chefe da Câmara, por sua vez, disse nesta segunda que se pronunciará sobre a eleição “no momento adequado”.

“Há um ano a imprensa especulou que meu candidato seria Elmar Nascimento, que é meu amigo pessoal, e eu nunca falei qual era o candidato porque tenho todos na mais alta conta”,  afirmou Lira. “Todos têm condição de representar o Parlamento. Vamos esperar as eleições passarem e a gente se posiciona.”

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