Política

Hugo Motta defende corrigir ‘exagero’ em penas do 8 de Janeiro

Alvo de ataques no evento pela anistia promovido por Jair Bolsonaro (PL) no domingo, o presidente da Câmara afirmou que o País precisa discutir outros temas

Hugo Motta defende corrigir ‘exagero’ em penas do 8 de Janeiro
Hugo Motta defende corrigir ‘exagero’ em penas do 8 de Janeiro
O presidente da Cãmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto: Youtube/Reprodução
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira 7 que é preciso revisar o que chamou de “algum exagero que vem acontecendo” com os condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

“Eu defendo dois pontos para que a gente possa vencer essa agenda. O primeiro é a sensibilidade para corrigir algum exagero que vem acontecendo em relação a quem não merece receber punição. E o segundo é a responsabilidade de não aumentarmos a crise institucional que o país já vive”, afirmou.

As falas de Motta foram durante um evento da Associação Comercial de São Paulo. Alvo de ataques no evento pela anistia promovido por Jair Bolsonaro (PL) no domingo 6, Motta afirmou que o País precisa discutir outros temas. “Não podemos ficar numa pauta só. O Brasil tem muitos mais desafios do que isso”, afirmou.

O presidente da Câmara disse ainda que é preciso enfrentar o problema da segurança pública no Brasil. “Excepcionalizamos gastos para tudo, e por que não fazemos isso para a segurança?”, questionou Motta.

“O cidadão quer resolver e discutir o problema de fato e quer uma resposta: se o Estado for pra cima com os instrumentos que temos, como o grau de inteligência, atacando onde estão os financiamentos do crime, duvido que não se resolva o problema”, avaliou o presidente.

Hugo Motta também foi questionado sobre a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho semanal de 6 dias. Segundo ele, o mérito da proposta é válido, mas é preciso avaliar a viabilidade econômica do tema para o país.

“Eu não discuto a justiça da proposta. Eu discuto se a proposta é viável para o país ou não. É claro que todo trabalhador sonha com a redução da jornada de trabalho, ganhando a mesma coisa, e ninguém está aqui para dizer que isso está errado”, disse.

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