Helder Barbalho troca delegado do caso dos brigadistas presos no Pará

O governador do Pará afirmou que 'ninguém está acima da lei', mas não se poderia prender baseado em 'pré-julgamentos'

Helder Barbalho assumirá o governo do Pará

Helder Barbalho assumirá o governo do Pará

Política

O governador Helder Barbalho (MDB) pediu a substituição do delegado à frente do caso da prisão dos brigadistas em Santarém. Em vídeo publicado no Twitter, Barbalho diz que “o caso requer atenção e toda a transparência necessária”, além de afirmar que ficou preocupado com o episódio.

No lugar de José Humberto de Melo, entrará o delegado diretor da polícia de meio ambiente, Waldir Freire. “Ninguém está acima da lei, mas ninguém pode ser vítima de pré-julgamento ou ter seu direito de defesa cerceado”, diz Barbalho no vídeo.

O inquérito original aponta que quatro voluntários da Brigada de Alter do Chão são os responsáveis pelo incêndio que tomou a região em setembro de 2019. Eles foram presos na terça-feira 26. As provas apresentadas no inquérito vêm sendo questionadas por outras entidades ambientalistas e de direitos humanos.

O governo paraense já havia emitido nota na terça-feira 26, dia da prisão, dizendo que as investigações da Polícia Civil aconteciam de maneira independente e sem a interferência do Estado.

Na quarta-feira 27 à noite, o Ministério Público Federal solicitou à Polícia Civil do Pará acesso integral ao conteúdo do inquérito. Segundo o órgão, a Polícia Federal já vinha investigando incêndios na região desde 2015 e, desde então, não haviam evidências de participação criminosa por parte das ONGs.

Outros políticos já se manifestaram sobre o caso, mas por outros motivos. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, republicaram reportagens e comentários nas redes sociais que condenavam os brigadistas pelo crime. “Tirem suas próprias conclusões”, escreveu Salles ao tuitar sobre um trecho do diálogo transcrito dos voluntários – parte criticada pelas ONGs por ter sido tirada de contexto pelos policiais.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

É repórter do site de CartaCapital.

Compartilhar postagem