Política
Haddad nega que eventual vitória de Trump possa atrapalhar acordos com os EUA fechados no G20
Ministro participou nesta quarta do evento COP28-G20 Brasil Finance Track
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou nesta quarta-feira 24 que um eventual retorno de Donald Trump à Casa Branca vá atrapalhar os planos de aproximação dos EUA e os acordos fechados com o país durante o G20.
“O que a gente deseja é que esse intercâmbio não seja visto como um intercâmbio entre governos, mas entre estados que têm uma relação muito antiga e que pode ser fortalecida com benefícios mútuos”, disse.
“Não é o Brasil pedindo um favor ou vice-versa, são benefícios mútuos. Não vejo porque uma alternância possa colocar em risco esse tipo de parceria que está sendo tratada”, completou.
O ministro se reuniu nesta manhã com a secretária de Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen.
Segundo Haddad, o governo tem intenção de estabelecer uma ‘relação mais estreita’ com os EUA e que os dois países devem fazer em breve um anúncio sobre a transformação ecológica.
Para Haddad, a taxação global dos super-ricos, principal bandeira do Brasil no G20, tem despertado cada vez mais interesse dos países.
“Tem havido interesse crescente no tema, justamente em virtude das necessidades globais e novas fontes de financiamento para enfrentar fome, mudança climática e temas correlatos”, disse.
Haddad participou nesta quarta do evento COP28-G20 Brasil Finance Track: Tornando o financiamento sustentável disponível e acessível. O encontro faz parte da agenda paralela do G20.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula: Brasil quer fortalecer relação com a China, mas sem ‘brigar’ com os EUA
Por CartaCapital
Haddad: Taxação global dos super-ricos pode arrecadar até US$250 bilhões ao ano
Por CartaCapital



