Política
Guajajara diz que governo deve demarcar 14 Terras Indígenas em 2023
Em entrevista ao programa Roda Viva, a ministra considerou que a paralisação da demarcação foi uma política pública do governo anterior
A ministra dos Povos Originários, Sonia Guajajara afirmou na segunda-feira 20 que o governo federal vai demarcar 14 terras indígenas ainda neste ano. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
“Nos últimos quatro anos, a paralisação da demarcação de terras indígenas foi uma política pública”, disse a ministra ao lembrar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Vamos assinar essas quatorze terras este ano, sem dúvidas”.
No primeiro ano de gestão, em 2019, o ex-presidente afirmou que não daria segmento a qualquer processo de demarcação de terras indígena no País. Na época, ele considerou que o percentual de terra destinado aos povos indígenas (cerca de 14%) era “suficiente”.
Na conversa, Guajajara declarou ainda que a demarcação é “crucial” e pode ser considerada “um passivo do Estado brasileiro” com os povos indígenas.
Situação da Terra Indígena Yanomami
A ministra fez ainda um balanço sobre a situação na Terra Indígena Yanomami. Para Guajajara, embora o povo viva uma situação grave de saúde pública, com casos de desnutrição aguda, malária e óbitos, a raíz do problema na região é o garimpo ilegal.
“Para resolver a questão da saúde, tem que se resolver primeiro a questão dos invasores”, disse Guajajara. “Foram muitas denúncias e tentativas para alcançar o apoio público, e tudo foi ignorado”.
Guajajara afirmou que a prioridade do Ministério dos Povos Indígenas é finalizar a elaboração de um plano de atendimento permanente ao povo Yanomami.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


