Política

Governo mira aplicativos e cria faixa etária indicativa de 6 anos

A medida consta de uma nova portaria do Ministério da Justiça

Governo mira aplicativos e cria faixa etária indicativa de 6 anos
Governo mira aplicativos e cria faixa etária indicativa de 6 anos
Franquias de alimentos revelam estratégias de sucesso no Instagram
Apoie Siga-nos no

O governo Lula (PT) decidiu estender o sistema de classificação indicativa a aplicativos de celular, conforme uma portaria assinada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, nesta quarta-feira 15.

Segundo a regra anterior, apenas produtos audiovisuais, como filmes e jogos, e aplicativos que oferecem acesso a conteúdo audiovisual estavam submetidos à classificação.

O novo modelo atingirá, por exemplo, aplicativos que permitem contato de menores com adultos desconhecidos ou a interação com inteligência artificial. De acordo com o governo federal, a medida servirá de alerta às famílias sobre os riscos a que crianças e adolescentes estão sujeitos em ambientes virtuais. A classificação indicativa aparece no momento de baixar o aplicativo via loja do celular.

“Nosso objetivo é criar mecanismos que contribuam para criação de ambiente mais seguro e respeitoso para crianças brasileiras”, disse Lewandowski.

A portaria também cria uma classificação indicativa com base na faixa dos seis anos de idade. Alguns produtos passarão a não ser recomendados para crianças abaixo dessa faixa etária. Atualmente, a classificação começa em “livre” e segue para 10 anos, 12 anos, 14 anos, 16 anos e 18 anos.

Em setembro, Lula sancionou a lei que prevê a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Batizada de ECA Digital, a iniciativa ganhou celeridade no Congresso Nacional após a publicação do vídeo em que o youtuber Felca denuncia a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo