Economia

Governo e Motta não chegam a acordo sobre valor mínimo para trabalhadores de aplicativos

O impasse sobre o piso por corrida ou entrega continua, mas a intenção é votar o texto em abril

Governo e Motta não chegam a acordo sobre valor mínimo para trabalhadores de aplicativos
Governo e Motta não chegam a acordo sobre valor mínimo para trabalhadores de aplicativos
A ministra Gleisi Hoffmann, os ministros Guilherme Boulos e Luiz Marinho, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o deputado Augusto Coutinho na Residência Oficial da Presidência da Câmara. Foto: Douglas Gomes/Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu-se nesta terça-feira 10 com ministros do governo Lula (PT) e com o relator do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos, a fim de tentar avançar nas negociações sobre a proposta. Apesar do encontro, o grupo não chegou a um acordo sobre o valor mínimo a ser pago por corridas ou entregas realizadas por meio das plataformas.

Participaram da reunião, realizada na Residência Oficial da Câmara, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), e os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), Luiz Marinho (Trabalho) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

O principal ponto de divergência é o piso de remuneração para os trabalhadores. O relatório em discussão prevê um valor mínimo de 8,50 reais por corrida ou entrega, enquanto o governo defende um piso mais elevado, em torno de 10 reais. Sem consenso, o tema continua a ser negociado entre Palácio do Planalto, parlamentares e representantes das plataformas.

A proposta tramita em uma comissão especial da Câmara e trata de regras para motoristas e entregadores, incluindo critérios de remuneração mínima e condições de trabalho nas plataformas digitais.

Mesmo com o impasse, Motta afirmou a jornalistas que pretende acelerar a tramitação da proposta. A expectativa é que as negociações avancem ao longo de março para permitir a votação no plenário até o fim de abril, antes do Dia Internacional do Trabalhador, em 1º de maio.

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