Política

Governo Bolsonaro deixou só R$ 25 mil para atender desastres em 2023, diz ministro

Segundo Waldez Goés, atendimento aos afetados pelas chuvas só foi possível pela recomposição orçamentária feita pela PEC da Transição

Ministro da Integração Regional, Waldez Goés. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
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O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Goés, afirmou nesta terça-feira que Jair Bolsonaro (PL) deixou uma quantia irrisória para o atendimento a desastres naturais em 2023. De acordo com o político, só 25 mil reais estavam separados pela gestão anterior para auxiliar as vítimas como as afetadas pelas chuvas deste final de semana em São Paulo. O valor, porém, foi recomposto pela nova gestão pela PEC da Transição.

“Não temos problemas de recursos orçamentários e nem financeiros. Para dar resposta a desastres, a previsão era de só R$ 25 mil, que estavam no orçamento de 2023. No entanto, a medida provisória corrigiu isso e temos recursos suficientes para o apoio”, relatou Goés ao site UOL nesta terça-feira.

O baixo volume de recursos já havia sido denunciado por Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do governo no Congresso. Em novembro do ano passado, o político já alertava para a falta de dinheiro para dar resposta a desastres neste ano. Naquela ocasião, Randolfe contou que as verbas que deveriam ser destinadas para obras de contenção e de encostas foram destinadas ao chamado Orçamento Secreto.

Antes mesmo de assumir, porém, o novo governo conseguiu negociar com o Congresso a aprovação da chamada PEC da Transição, que permitiu a reincorporação de recursos para investimentos nos ministérios. Goés, garante, portanto, que não faltarão verbas para atender aos necessitados na atual gestão.

Em entrevista ao site, o ministro disse ainda que a nova prioridade é conduzir obras de prevenção e assim evitar que novos desastres sejam registrados no País.

“Temos o levantamento de 14 mil pontos no Brasil com risco muito alto de deslizamento. Aproximadamente 4 milhões de pessoas vivem nessas regiões já mapeadas pelo governo. É fundamental haver continuidade em programas habitacionais de demanda dirigida. É uma alternativa que precisa ser constante”, explicou.

Chuvas

Nesta terça-feira, o último balanço divulgado pelo governo de São Paulo mostra que 44 pessoas morreram pelas chuvas no litoral norte do estado. Há 49 desaparecidos e mais de 2.500 tiveram que deixar suas casas. Os estragos nas estradas causam transtornos e dificultam a retirada de pessoas das áreas de risco.

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