Governadores ignoram decreto de Bolsonaro sobre reabertura de salões e academias

O presidente foi criticado por incluir essas atividades como essenciais no dia em que o Brasil bateu recordes de mortes pelo coronavírus

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Política

No dia em que o Brasil atingiu a marca de quase 12 mil mortos pelo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro publicou, nesta segunda-feira 11,  um decreto classificando academias, salões de beleza e babearias como serviços essenciais. A medida, no entanto, será ignorada por alguns governadores.

O governador do Ceará, Camilo Santana, publicou em suas redes sociais dizendo que o ato em nada altera o atual decreto estadual em vigor no Ceará e citou a decisão do STF para justificar sua decisão. A Suprema Corte havia decidido no mês passado que cabo aos estados e municípios a decisão sobre isolamento social.

Flávio Dino (PC do B), do Maranhão, disse que “nada muda até o dia 20”.

Na Bahia, Rui Costa (PT) afirmou que vai ignorar as novas diretrizes do Governo Federal. “Manteremos nosso padrão de trabalho e responsabilidade. O objetivo é salvar vidas. Não iremos nos afastar disso”.

O paraense Hélder Barbalho (MDB-PA) e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, também disseram que vão ignorar o decreto de Bolsonaro e seguirão com as suas políticas restritivas.

João Doria (PSDB), de São Paulo, e Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro, afirmaram que vão avaliar a situação, mas que decisão do STF deve prevalecer.

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