Economia
Gleisi acusa Campos Neto de apoiar a pressão pelo fim do parcelamento sem juros
A presidenta do PT divulgou a campanha ‘Parcelo Sim’, pela manutenção da modalidade de compra no Brasil
A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, acusou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de apoiar a “pressão” de bancos privados em prol do fim do parcelamento sem juros no cartão de crédito.
Em postagem na rede social X, nesta terça-feira 5, a petista divulgou o movimento “Parcelo Sim”, que envolve entidades e políticos pela manutenção da possibilidade de parcelamento sem acréscimo.
“Tá rolando uma forte pressão dos grandes bancos privados, apoiados por Campos Neto, pra acabar com as compras parceladas sem juros no cartão de crédito ou limitar a apenas três vezes”, escreveu a deputada.
“Altos juros e lucros enormes e ainda assim querem prejudicar o povo com essa ideia esdrúxula e cruel. Como o brasileiro mais pobre vai fazer? Isso só vai atrapalhar a economia e limitar o poder de compra da população. Venha conosco participar do movimento ‘Parcelo Sim!'”, publicou.
Pessoal, tá rolando uma forte pressão dos grandes bancos privados, apoiados por Campos Neto, pra acabar com as compras parceladas sem juros no cartão de crédito ou limitar a apenas três vezes. Altos juros e lucros enormes e ainda assim querem prejudicar o povo com essa ideia…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) December 5, 2023
Mais cedo, Campos Neto questionou a modalidade de parcelamento durante uma entrevista organizada pelo site Jota. Em outubro, ele propôs a limitação das parcelas nessas condições.
O movimento em defesa do parcelamento sem juros ocorre enquanto os bancos cumprem o prazo de 90 dias para apresentar uma proposta de regulação sobre o rotativo do cartão de crédito.
Conforme mostrou CartaCapital, a pressão dos bancos sobre o parcelamento ocorre desde quando o governo enviou ao Congresso a medida provisória que instituiu o programa Desenrola Brasil.
Quando o Desenrola foi aprovado, os parlamentares incluíram uma limitação nos juros do rotativo para que não ultrapassem os 100% da dívida. Atualmente, esse índice é maior que 400% ao ano.
Apoiam o movimento pelo parcelamento entidades como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. A campanha foi lançada em 21 de novembro.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



