Política

‘Gente preparada’ tentou dar um golpe de Estado em 8 de janeiro, diz Lula

Segundo o presidente, Jair Bolsonaro tem culpa, por estimular o ódio entre os brasileiros

‘Gente preparada’ tentou dar um golpe de Estado em 8 de janeiro, diz Lula
‘Gente preparada’ tentou dar um golpe de Estado em 8 de janeiro, diz Lula
O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert
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O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira 18 que “gente preparada” promoveu “uma tentativa de golpe” em 8 de janeiro. Naquele dia, bolsonaristas recorreram a atos de terrorismo e depredaram áreas do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem culpa, por estimular o ódio entre os brasileiros. Lula lamentou o fato de os ataques golpistas terem ocorrido uma semana depois “da posse mais emocionante que este País já conheceu”.

“O que houve aqui foi uma tentativa de golpe”, resumiu o presidente durante agenda com centrais sindicais, em Brasília. “Uma tentativa de golpe por gente preparada. Eu não sei se o ex-presidente mandou, o que eu sei é que ele tem culpa, porque ele passou quatro anos instigando o povo a ter ódio, mentindo para a sociedade brasileira e instigando que o povo tinha que estar armado para garantir a democracia.”

Nos últimos dias, Lula tem criticado a “conivência” das forças de segurança do Distrito Federal e de militares diante da ação terrorista de bolsonaristas. Em 12 de janeiro, ele se manifestou sobre o tema durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília, no qual CartaCapital esteve presente.

“Teve muita gente da Polícia Militar conivente. Teve muita gente das Forças Armadas aqui dentro conivente. Eu estou convencido de que a porta do Palácio do Planalto foi aberta para que gente entrasse, porque não tem porta quebrada. Ou seja, significa alguém facilitou a entrada deles aqui”, disse, na ocasião.

Ele deve se reunir nos próximos dias com o ministro da Defesa, José Múcio, e com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A agenda, prevista para ocorrer até a sexta-feira 20, será a primeira após o petista criticar militares envolvidos na segurança do Palácio.

Nesta quarta 18, o governo federal dispensou mais 13 militares do Gabinete de Segurança Institucional. As novas exonerações ocorrem um dia após a dispensa de outros militares que atuavam na segurança do Palácio da Alvorada e em outras áreas da gestão.

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