Política

General tenta culpar o PT por decisão da Justiça que suspendeu compra de blindados pelo Exército

A interrupção do processo, porém, partiu do desembargador Wilson Alves de Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região

General tenta culpar o PT por decisão da Justiça que suspendeu compra de blindados pelo Exército
General tenta culpar o PT por decisão da Justiça que suspendeu compra de blindados pelo Exército
O general da reserva Paulo Chagas. Foto: Reprodução/Facebook
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O general da reserva do Exército Paulo Chagas voltou a usar as redes sociais para atacar o PT, partido do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, o militar tentou culpar a legenda por uma decisão da Justiça que suspendeu a compra de 98 blindados pela Força.

“O PT está tirando recursos da Defesa para cobrir o rombo das promessas de campanha”, afirmou, sem provas, Chagas. “É o velho costume de comprar o Povo com cheques sem fundo que acabam sendo pagos pelo próprio Povo com juros para os corruptos que legitimam o ilícito! Pau que nasce torto morre cortado na raiz!”

Chagas escreveu a mensagem ao compartilhar uma notícia sobre a suspensão da compra. No entanto, a interrupção do processo, ao contrário do que alega o general, não partiu do PT, mas do desembargador Wilson Alves de Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Conforme a decisão, prevaleceu a compreensão de que não há emergência para a concretização do negócio, uma “medida irrisória” que renovaria menos de 5% da frota de blindados da Força.

“Nesse contexto, vê-se claramente que o ato atacado não atende aos pressupostos de conveniência e oportunidade, pois é evidente a falta de razoabilidade, desvio de finalidade, ilegalidade e até mesmo de elementar bom senso, pois outra classificação não há quando ao mesmo tempo em que se faz cortes de verbas da educação e da saúde por falta de dinheiro, se pretende comprar armas em tempos de paz”, escreveu o desembargador. A aquisição custaria mais de 5 bilhões de reais aos cofres públicos.

Alves de Souza acolheu uma ação popular protocolada pelo advogado Charlles Capella de Abreu. A determinação judicial impede a assinatura do contrato administrativo, prevista para a última segunda-feira 5.

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