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General da trama golpista quer receber visita íntima na prisão
Mário Fernandes cumpre pena de 26 anos e seis meses por envolvimento na tentativa de golpe de Estado
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou, em despacho publicado nesta segunda-feira 9, que o Comando Militar do Planalto, no Distrito Federal, informe se o general Mário Fernandes preenche os requisitos para receber uma visita íntima solicitada por sua defesa.
Após receber o documento, Moraes abrirá um prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar.
Fernandes cumpre no Comando Militar do Planalto a pena de 26 anos e seis meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. No julgamento da ação penal pela Primeira Turma do STF, em dezembro, Moraes ironizou os argumentos da defesa e afirmou que o general poderia, em seu interrogatório, ter recorrido ao silêncio em vez de alegar que o plano de assassinar autoridades não passaria de um “pensamento digitalizado”.
“Às vezes, realmente, entendemos a importância do direito ao silêncio. É melhor pedir o direito ao silêncio do que dizer: ‘é um arquivo digital que nada mais retrata que um pensamento meu que foi digitalizado”, afirmou o ministro.
Em julho, em seu interrogatório, Fernandes disse ao STF: “Esse arquivo digital nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilado de dados, um pensamento, uma análise de riscos. Esse pensamento digitalizado não foi compartilhado com ninguém”.
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