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Chanceler de Bolsonaro defendeu Trump como salvação do Ocidente

Política

Em seu Twitter, Jair Bolsonaro confirmou o embaixador e diplomata de carreira Ernesto Araújo como ministro das Relações Exteriores de seu governo. 

“A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, disse o presidente eleito ao anunciar seu novo subordinado.  

Araújo é diretor do Departamento de EUA, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Assim como Bolsonaro, é entusiasta de Donald Trump.

Em 2017, ele escreveu o artigo “Trump e o Ocidente”, no qual defende o presidente norte-americano como alguém capaz de recuperar um passado simbólico, histórico e cultural das nações ocidentais, tendo como eixos o nacionalismo e “o anseio por Deus, o Deus que age na história”, uma interpretação consagrada na filosofia de Georg Hegel. 

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No artigo, o embaixador diz que a civilização ocidental está sendo corroída pelo “inimigo interno”, aqueles que esqueceram a própria identidade sob a influência do “marxismo cultural globalista”.

“Já hoje o marxismo conclama a destruir o conceito de comunidade histórica, a nação, e não fala mais de liberdade, hoje quer um mundo de fronteiras abertas onde todos são imigrantes e ninguém pode identificar-se com sua terra nem com sua gente sem ser chamado de fascista”, escreveu Araújo. 

Ele afirma ainda os Estados Unidos “defenderam o Ocidente do comunismo”, mas erraram ao achar que, com o fim da União Soviética, havia se chegado ao “fim da história”. Segundo ele o niilismo, alimentado pelo marxismo cultural, substituiu o inimigo comunista. 

Ao final, ele escreve que somente “um Deus poderia salvar o Ocidente, um Deus operado pela nação – inclusive e talvez principalmente a nação americana”. Segundo Araújo, se o filósofo alemão Martin Heidegger, crítico ao papel central dos EUA para o Ocidente, tivesse assistido a um discurso de Trump, ele observaria, porém, que somente o republicano “pode ainda salvar o ocidente”. 

Leia o artigo a partir da página 323: 

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