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Freixo: “Investigação sobre morte de Marielle não nos convence”

Política

No próximo 14 de março, se completará 1 ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Para o amigo e colega de partido, Marcelo Freixo, os atos e movimentações mundiais em memória da vereadora vão pressionar as autoridades a elucidar quem foi o mandante do crime.” A Polícia Federal tem grandes indícios de quem pode ser, já a investigação da Polícia Civil não nos convence”, opina.

Até o momento, é comprovada a participação de milicianos no assassinato da vereadora e de seu motorista Anderson Gomes. O próprio deputado federal do PSOL-RJ também já sofreu ameaças de morte por chefes de milícias devido ao seu trabalho como relator, em 2007, da CPI das Milícias na ALERJ. Em dezembro de 2018, a Polícia Civil chegou a interceptar um plano de execução do deputado que partia de um grupo miliciano.

Em pesquisa do Instituto Datafolha com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada na segunda 18, entre traficantes, policiais e milicianos, aqueles que os moradores cariocas mais sentem medo são o último grupo. Nas comunidades, o medo dos milicianos é de 29%, enquanto que nos bairros nobres, o número sobe para 38%.

O deputado federal critica o pacote anticrime do Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, por não atacar frontalmente os grupos milicianos. O termo é citado no texto apenas com o objetivo de passar a ser considerado organização criminosa.

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“A milícia nasce nas relações com o poder, não no cárcere”, defende Freixo

“Apenas prender não resolve”, defende Freixo ao explicar que a melhor forma de combate às milícias é através da suspensão do poder territorial e econômico daqueles que participam dos grupos milicianos.

Morte de jovem no mercado Extra

Sobre a morte de Pedro Henrique, jovem que foi morto por um segurança do Extra no Rio de Janeiro, Freixo lamenta e defende que apesar da escalada da violência no Brasil acontecer desde muito antes da eleição de Jair Bolsonaro (PSL), é “evidente que a decisão de facilitação da posse de armas e o discurso violento prejudicam”.

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Os casos recentes de violência e ataques aos Direitos Humanos, na visão do deputado, não são necessariamente consequência da onda bolsonarista, mas a eleição de Bolsonaro, por si só, é consequência do crescimento da violência no país.

 

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