Política
França dificulta acordo UE-Mercosul, diz Lula em Luanda
Presidente destacou intransigência da França e acordos ambientais impositivos no atravanco das negociações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado 26, que a carta de resposta à União Europeia sobre acordos adicionais para o meio ambiente está pronta e que o MercoSul não aceitará “ameaças” colonizadoras.
Durante a coletiva de imprensa em Luanda, na Angola, o presidente reforçou que deseja a conclusão do acordo comercial UE-Mercosul ainda em 2023, mas intransigência da França nas negociações e ‘mandos’ na pauta ambiental atravancam o diálogo.
“Na carta da União Europeia, tem uma ameaça: ‘Se não tiver acordo, vai ter punição’. Nós não aceitamos isso”, frisou Lula. “Respondemos, mandamos a carta para o Uruguai, para o Paraguai e para a Argentina… Já devemos ter enviado para a União Europeia”, concluiu.
Lula reconheceu a importância que o Brasil tem na questão climática por abrigar a Amazônia. “Não é porque alguém quer, é porque nós precisamos”, pontuou. No entanto, o presidente destaca que não é fácil a negociação com a França “porque eles querem que você abra mão de tudo e não querem abrir mão de nada”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



