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Flávio Bolsonaro sai em defesa de Valdemar Costa Neto e fala em ‘perseguição’

Mais cedo, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de 119 milhões de reais em bens do dirigente partidário por suspeita de desvio de emendas

Flávio Bolsonaro sai em defesa de Valdemar Costa Neto e fala em ‘perseguição’
Flávio Bolsonaro sai em defesa de Valdemar Costa Neto e fala em ‘perseguição’
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o bloqueio de até 119 milhões de reais em bens do dirigente partidário durante uma investigação sobre a indicação de emendas parlamentares.

Em publicação nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência afirmou ter “certeza” de que Valdemar responderá aos questionamentos da investigação e acusou a Polícia Federal de atuar de forma “seletiva” para atingir adversários do atual governo. Além disso, disse que, enquanto presidente do PL, é “natural” que o dirigente atue junto aos deputados federais na liberação de recursos para ações em estados e municípios.

“Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar”, escreveu Flávio.

De acordo com as investigações, Valdemar teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares por meio de servidores da Câmara dos Deputados. Esses prepostos direcionavam as verbas públicas de forma oculta, por meio de registros fraudulentos, que se baseavam na manipulação de documentos e sistemas orçamentários, colocando nomes de deputados reais. Dessa forma, as solicitações de emendas eram repassadas aos ministérios com um aspecto lícito.

Em nota, a defesa de Valdemar afirmou ter recebido “com surpresa” a decisão de Dino e sustentou que a medida “parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”. Os advogados negam que o presidente do PL tenha cometido qualquer crime e afirmam que não há “qualquer prova, ou mesmo indício” de que ele tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso.

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