Política

Flávio Bolsonaro pressiona por anistia ampla e minimiza Alcolumbre: ‘não manda’

As falas do senador são em meio ao julgamento que pode condenar o ex-presidente a até 43 anos de prisão

Flávio Bolsonaro pressiona por anistia ampla e minimiza Alcolumbre: ‘não manda’
Flávio Bolsonaro pressiona por anistia ampla e minimiza Alcolumbre: ‘não manda’
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante o ato pró-anistia em Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: Pablo Porcincula/AFP
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou neste domingo 7, durante um ato realizado em Copacabana (RJ), a proposta defendida pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) de uma anistia parcial, excluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Flávio, uma proposta excluindo seu pai seria uma “segunda facada”, em referência ao atentado que o então deputado federal sofreu em setembro de 2018. “Alcolumbre não manda na anistia. Alcolumbre precisa respeitar a maioria dos senadores. Nós vamos pautar [o projeto] na Câmara, e se Deus quiser vamos aprovar. Vamos pautar no Senado, e se Deus quiser vamos aprovar. O Supremo Tribunal Federal precisa respeitar o Congresso Nacional”.

Até o momento não há nenhum texto oficialmente apresentado por Alcolumbre, mas ideia é limitar a anistia aos envolvidos na depredação no 8 de Janeiro. Os organizadores e financiadores ficariam de fora da anistia, algo que é rejeitado pela família Bolsonaro.

O filho do ex-presidente ainda reforçou suas tradicionais críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Flávio disse acreditar que boa parte do STF é composto por “pessoas normais” e que em algum momento o próprio Supremo vai “dar a cabeça de Alexandre de Moraes na bandeja”.

“Ele [Moraes] foi longe demais, porque todos sabem que não houve tentativa de golpe. Nós vamos continuar usando a internet usando a verdade ao nosso lado”, afirmou.

As falas de Flávio são em meio ao julgamento que pode condenar o ex-presidente a até 43 anos de prisão. O STF deve concluir o julgamento do ex-capitão até a próxima sexta-feira 12.

Bolsonaro responde por cinco crimes: golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

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