Política

Fachin será relator de pedido de Lula para manter candidatura

Único voto favorável no TSE à participação do ex-presidente na disputa, ministro decidirá se segunda turma ou plenário analisará o caso

Fachin será relator de pedido de Lula para manter candidatura
Fachin será relator de pedido de Lula para manter candidatura
No TSE, Fachin considerou que Lula poderia disputar com base em decisão de Comitê da ONU
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Voto favorável a Lula no Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Edson Fachin será o relator de um dos recursos apresentados pela defesa de Lula que pede a suspensão dos efeitos de sua condenação no caso do tríplex do Guarujá, o que pode levar à suspensão de sua inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa.

Nesta terça-feira 4, os advogados do petistas entraram com dois novos recursos, um no TSE e outro no Supremo Tribunal Federal.

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O pedido da defesa a ser relatado por Fachin pede ao STF para suspender os efeitos da condenação do petista e, assim, reverter sua ineligibilidade. No pedido feito diretamente ao TSE, caberá à presidente da Corte, Rosa Weber, decidir sobre a admissibilidade, ou seja, se o recurso pode ou não ser encaminhado ao STF.  

Nesta quarta-feira 5, o PT ampliou a ofensiva, ao ingressar com um segundo recurso no STF. A defesa pede nesta nova ação uma liminar para barrar a decisão do TSE e, assim, permitir a participação de Lula na disputa ou ao menos na campanha.  A questão será relatada pelo ministro Celso de Mello.

Fachin relatará um pedido feito pela defesa de Lula relacionado ao recurso extraordinário apresentado pelos advogados em abril contra a condenação criminal do ex-presidente na Lava jato. A defesa do petista quer que a Segunda Turma do STF julgue o caso. Caberá a Fachin decidir se levará à turma ou ao plenário.

Fachin foi o único a votar a favor de Lula no julgamento do TSE que barrou sua candidatura por seis votos a um. Na ocasião, o ministro considerou que o petista tem o direito de disputar as eleições com base em uma liminar concedida pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU. Ele considerou que, embora a decisão do órgão das Nações Unidas não tenha efeito vinculante na lei interna brasileira, o Brasil corre o risco de violar um pacto internacional firmado com a ONU.

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