Política

Extrema-direita tem um domínio das redes sociais muito superior ao nosso, diz Haddad

O ministro ainda criticou a narrativa de que o governo é responsável pela taxação das compras internacionais

Extrema-direita tem um domínio das redes sociais muito superior ao nosso, diz Haddad
Extrema-direita tem um domínio das redes sociais muito superior ao nosso, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu nesta sexta-feira 21 que a extrema-direita conta com um domínio das redes sociais maior do que o campo progressista. “Eu penso que a extrema direita tem um domínio das redes sociais muito superior ao nosso. Eu vivi isso em 2018”, disse o ministro, que foi o candidato do PT  na eleição vencida por Jair Bolsonaro (PL).

“A velocidade de propagação da mentira é diferente da velocidade de propagação da verdade. E a extrema-direita ela lida com isso”, afirmou em uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

As falas do ministro foram em referência a polêmica sobre a falsa taxação do Pix, que ganhou as redes sociais através de um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL) que distorceu a instrução da Receita Federal que ampliaria a fiscalização para incluir transações via cartão de crédito e Pix.

Haddad também lembrou sobre “taxa das blusinhas”, medida aprovada no ano passado pelo Congresso que prevê a taxação federal em compras internacionais de até 50 dólares. “Esse imposto poderia ter sido cobrado por uma portaria minha, porque imposto de importação é regulatório. Não foi feito porque Lula não me deixou fazer”, disse.

O ministro criticou a a narrativa de que a medida foi uma decisão do governo federal e lembrou que a primeira cobrança sobre as “blusinhas” foi de iniciativa dos governadores.

“Quem cobrou imposto sobre as blusinhas? Foram os 27 governadores com ICMS. É o Zema, o Tarcísio, o Caiado, todo mundo que está do lado do Bolsonaro, eles quem começaram a cobrar em janeiro de 2023”, disse.

Projeto do IR

O ministro demonstrou otimismo sobre a aprovação do projeto que isenta do Imposto de Renda os trabalhadores que ganham até 5 mil reais. Segundo ele, a dificuldade maior vai ser em relação a compensação.

“A dificuldade é fazer quem não paga pagar para compensar, que é a contrapartida”, disse o ministro no podcast. A isenção deverá gerar uma renúncia fiscal prevista em 25,8 bilhões de reais e será financiada por meio da taxação de cerca de 141,3 mil pessoas que ganham mais de 50 mil reais por mês – ou seja, 0,13% de todos os contribuintes.

Segundo o Ministério da Fazenda, mais de 10 milhões de brasileiros deverão ser beneficiados com o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, anunciado na última terça-feira 18 pelo presidente Lula.

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