Política
Ex-chefe do Exército pede que acareação com Anderson Torres seja por videoconferência
A defesa justifica que isso seria necessário já que ele reside em Fortaleza, no Ceará
O ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes pediu nesta terça-feira 17 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que a acareação com o ex-ministro da Justiça Anderson Torres seja realizada por videoconferência, já que ele reside em Fortaleza, no Ceará.
A acareação — onde os réus serão colocados frente a frente para esclarecer supostas contradições — será realizada no dia 24 de junho e foi solicitada pela defesa de Anderson Torres. O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) é réu por cinco crimes, enquanto Freire Gomes não responde à ação da trama golpista.
Em seu depoimento, o general mencionou a participação do ex-ministro em reuniões de teor antidemocrático. Torres, entretanto, sustenta que os relatórios de entrada e saída do Palácio da Alvorada demonstram que Freire Gomes e Torres jamais estiveram juntos.
Além disso, dizem os advogados, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou em seu interrogatório que Torres não esteve presente em reuniões sobre “medidas antidemocráticas”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Moraes dá 48 horas para Google informar quem publicou a ‘minuta do golpe’ na internet
Por CartaCapital
Moraes acata pedido da defesa de Braga Netto e marca acareação com Mauro Cid
Por CartaCapital



