Política

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro escapa de depoimento pela 2ª vez

Advogado de Fabrício Queiroz afirmou, em resposta ao MP, que o investigado foi hospitalizado para a realização de ‘procedimento invasivo’

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro escapa de depoimento pela 2ª vez
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro escapa de depoimento pela 2ª vez
Flávio Bolsonaro e o ex-assessor, ex-amigo, ex-morista e ex-policial Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução) Flávio Bolsonaro e o ex-assessor, ex-amigo, ex-morista e ex-policial Fabrício Queiroz. Ele contratava familiares de milicianos para trabalhar no gabinete do Flávio, mas este não sabia de nada. (Crédito: Reprodução)
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O ex-assessor do deputado estadual e senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL), o policial militar Fabrício Queiroz, não compareceu a depoimento do MP do Rio, previso para esta sexta-feira 21. A oitiva havia sido marcado originalmente para a última quarta 19.

Em nota, o MP informa que advogado de Queiroz se apresentou informar que seu cliente “precisou ser internado na data de hoje, para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”. O documento deve ser entregue em até sete dias.

Também no texto, o MP informa que convidará o próprio Flavio Bolsonaro a prestar esclarecimentos, no dia 10 de janeiro. Familiares de Queiroz também serão ouvidos.

Queiroz seria ouvido pelo Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal (Gaocrim), no caso das movimentação suspeitas de 1,2 milhão de reais reveladas por um relatório do Coaf.

O relatório também identificou um depósito no valor de 24 mil reais na conta bancária da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Jair Bolsonaro justificou a transação como ao pagamento de um empréstimo feito por ele a Queiroz.

A suspeita é de que o PM fosse o responsável por recolher uma parte dos salários de outros assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro  prática reconhecida em Câmaras Municipais e Assembleias de todo o país. Bolsonaro nega.

O relatório é parte de investigações da Operação Furna da Onça, desdobramento fluminense da Lava Jato que prendeu deputados estaduais no início de novembro.

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