Política

‘Eu vou disputar um quarto mandato no Brasil’, diz Lula em agenda na Ásia

A declaração marca uma mudança ainda mais significativa na postura do presidente sobre as eleições de 2026

‘Eu vou disputar um quarto mandato no Brasil’, diz Lula em agenda na Ásia
‘Eu vou disputar um quarto mandato no Brasil’, diz Lula em agenda na Ásia
Lula, em agenda na Indonésia, confirma sem rodeios que será candidato em 2026. Foto: Yasuyoshi CHIBA / AFP
Apoie Siga-nos no
Eleições 2026

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira 23 que será candidato nas eleições de 2026. Essa é a primeira vez que o petista confirma, sem rodeios, que estará na disputa pela reeleição.

“Vou disputar um quarto mandato no Brasil”, disse Lula a Prabowo Subianto, presidente da Indonésia, durante sua passagem pela Ásia. A declaração foi transmitida pelo Planalto.

A afirmação marca uma mudança significativa na postura que Lula adotava até aqui sobre a reeleição.

Antes de assumir o atual mandato, ele dizia ser a sua última participação na arena política. Meses depois, passou a sinalizar que poderia, se fosse preciso para enfrentar a extrema-direita nas urnas, participar de um novo pleito. Mais recentemente, passou a usar frases condicionais sobre uma eventual candidatura, indicando que a chance de ser candidato era grande, mas sem confirmar enfaticamente que estaria na disputa. Dessa vez, porém, optou por ser direto.

“Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas eu estou preparado para disputar outras eleições”, insistiu Lula ao lado do presidente da Indonésia.

O que dizem as pesquisas

Nas pesquisas sobre o pleito, Lula tem aparecido como o favorito. Na Quaest, o último levantamento nacional sobre a disputa, o petista lidera todos os cenários de primeiro e de segundo turno monitorados. Os resultados foram divulgados no último dia 9.

Na primeira etapa do pleito pesquisada, ele reúne intenções de voto que variam de 35% a 43% a depender dos adversários. Seu concorrente mais próximo é o inelegível ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que soma 26%.

Em eventuais disputas de segundo turno, Lula soma mais de 41% em todos os cenários, chegando a 47% contra Romeu Zema (Novo). Novamente, o adversário com o maior percentual é Bolsonaro, que não poderá concorrer, mas soma 36% da preferência dos eleitores. Entre os ‘elegíveis’, quem figura na melhor posição é Ciro Gomes, recém-filiado ao PSDB. O novo tucano, que naquela altura ainda estava no PDT, tem 32%.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo