Política

Entrega de bananas à imprensa faz parte de novo quadro de Carioca na Record

Atuação foi feita no dia do anúncio dos resultados do primeiro PIB do governo Bolsonaro, o menor crescimento dos últimos três anos

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Um dia após ser contratado pela TV Record, o humorista Márvio Lúcio, conhecido como Carioca, se fantasiou de presidente e entregou bananas a jornalistas que esperavam Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada nesta quarta-feira 4. Carioca foi contratado na terça-feira 3, segundo informou o colunista Flávio Ricco, do UOL, para o elenco do Domingo Espetacular, e tem estreia prevista para o domingo 8.

Estariam previstas na atuação do humorista imitações de algumas figuras do elenco da própria Record, começando com Ronaldo Ésper, Luiz Bacci e Percival de Souza.

O humorista imitou o presidente Jair Bolsonaro no dia da divulgação dos resultados do PIB 2019, que teve crescimento de apenas 1,1% ao ano, o menor crescimento dos últimos três anos. Bolsonaro se aproveitou do momento para ironizar as perguntas da imprensa sobre o indicador . “PIB? O que é PIB? Pergunta para eles (jornalistas) o que é PIB”, disse Bolsonaro ao humorista.

Um jornalista chegou a reforçar que a pergunta era dirigida para o presidente, e não para o humorista, mas não obteve resposta. “Paulo Guedes, Paulo Guedes”, reagiu Carioca. “Posto Ipiranga”, sugeriu Bolsonaro ao humorista, rindo.

O humorista Carioca saiu do Palácio da Alvorada em um carro oficial da Presidência e contou com a ajuda do chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Fabio Wajngarten, para sair do veículo. Ele ficou posicionado no mesmo local que Bolsonaro usa normalmente para responder perguntas da imprensa e falar com apoiadores. A área é restrita.

“Foi o presidente Jair Bolsonaro que pediu para distribuir banana?”, questiona um jornalista. “Não vem com esse papo não, foi ideia minha, isso aqui se chama humorista”, responde o ator.

O próprio presidente usou as redes para divulgar o vídeo e apresentar o novo personagem, batizado de “Bolsonabo”.

No dia anterior, o governo reeditou e publicou uma cartilha de 2018 sobre a proteção de jornalistas e outros comunicadores. O documento traz as obrigações governamentais acerca da prevenção, proteção e acesso à justiça em casos de violência cometida contra esses profissionais em razão do exercício do seu direito à liberdade de pensamento e expressão.

Entre as obrigações do governo, estão fazer discursos públicos que contribuam para prevenir a violência contra jornalistas e comunicadores e campanhas e capacitações de agentes do Estado sobre o papel desses profissionais em sociedades democráticas, diz o documento.

CartaCapital
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