Política
Empresas brasileiras acumulam quase 1 trilhão de reais em dívidas, diz Fenafisco
Entre as marcas mais famosas, estão a Ambev, a Vivo, a Tim e a Vale. Entidade critica falta de cobrança
Um levantamento divulgado nesta quarta-feira 9 apontou uma concentração de quase 1 trilhão de reais em dívidas entre grandes empresas brasileiras, localizadas em maioria na região Sudeste.
O estudo, publicado pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, indicou um aumento de 45% da dívida ativa no Balanço Patrimonial dos estados brasileiros, no período de 2015 a 2021, passando de 682,2 bilhões de reais para 987,7 bilhões.
As dez empresas com maior endividamento são:
- A refinaria de petróleo de Manguinhos: 7,7 bilhões de reais;
- A cervejaria Ambev: 6,3 bilhões de reais;
- A operadora de telefonia Vivo: 4,9 bilhões de reais;
- A vendedora de produtos farmacêuticos Sagra: 4,1 bilhões de reais;
- A rede de drogarias Drogavida: 3,9 bilhões de reais;
- A cervejaria Cerpa: 3,3 bilhões de reais;
- A operadora de telefonia Tim: 3,1 bilhões de reais;
- A Companhia Brasileira de Distribuição: 3 bilhões de reais;
- As Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A: 2,7 bilhões de reais;
- A mineradora Vale: 2,7 bilhões de reais.
As dívidas dessas dez empresas representam 39,2% do montante acumulado pelas 100 companhias mais devedoras do país. O valor total devido pelas empresas brasileiras são 11,3% do Produto Interno Bruto nacional.
Em 11 estados, a dívida ativa supera a arrecadação anual de impostos. Em Goiás, Mato Grosso e Sergipe, os montantes equivalem a mais de 200% das taxas colhidas. Outros quatro estados possuem uma dívida ativa equivalente a mais de 100% da arrecadação tributária anual.
Em nota, a Fenafisco aponta a dificuldade do setor público em realizar a cobrança dessas dívidas. Segundo o presidente da entidade, Charles Alcântara, questiona a falta de punição rigorosa aos mal pagadores, em processos judiciais lentos e cheios de recursos.
“A recuperação da dívida ativa de poucas e grandes empresas é particularmente indispensável para os estados criarem oportunidades de proteção social e econômica para aqueles que estão marginalizados pelo sistema de economia de livre mercado”, afirma Alcântara, em manifestação da organização.
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