Política

Em vídeo, Eduardo Bolsonaro ataca Lula e cita Ustra para justificar AI-5

Segundo o deputado, militantes de esquerda se inspiram nos protestos do Chile e incentivam depredação e violência no Brasil

Foto: Vinícius Loures/Agência Câmara
Foto: Vinícius Loures/Agência Câmara
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou um vídeo em defesa do Ato Institucional nº 5 (AI-5), na tarde desta quinta-feira 31. As declarações ocorrem após a repercussão negativa entre políticos e entidades sobre a entrevista dada à jornalista Leda Nagle, em que o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sugeriu o anúncio do AI-5 “caso a esquerda se radicalize”.

Segundo Eduardo, políticos de esquerda no Brasil incentivam “a depredação e a violência”, inspirados nos recentes protestos no Chile, contra o presidente Sebastian Piñera. O parlamentar exibiu a capa da edição 1078 de CartaCapital, que destacou reportagem sobre as manifestações do país vizinho.

“O que a esquerda está chamando de protestos e querendo trazer para o Brasil, e na verdade a gente sabe que são vandalismos, depredações e chega, sim, a ser terrorismo, porque eles querem fazer uma instabilidade política para tirar do poder um presidente que não é esquerda, isso tudo está perigando vir para o Brasil. Então, vale lembrar o que ocorreu no Brasil no final dos anos 60 e no início dos anos 70”, disse.


O deputado afirmou que o AI-5 ocorreu após um atentado promovido por militantes de esquerda.

“A esquerda que começou com a luta armada, com uma bomba no aeroporto de Guararapes, em 1966, feito pelo grupo chamado Ação Popular, que mais tarde teria como membro o senhor José Serra. Além disso, o sequestro do embaixador americano, o sequestro de outros cônsules, sequestros de aeronave, execuções como a do major alemão que estava no Rio de Janeiro, execuções de policiais”, disse.

Eduardo exaltou ainda o livro “Verdade Sufocada”, do torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel que comandou o DOI-CODI durante a ditadura militar.

“Quem leu o livro ‘Verdade Sufocada’ do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra vai ver nome e sobrenome e datas de todos esses atentados terroristas. Porque ali tem Lula, tem Dilma, tem Gushiken, tem Franklin Martins, tem um monte de gente que estava até ontem no governo petista”, afirmou. “Essa é a cara da esquerda, e nós não permitiremos isso.”

Em entrevista à jornalista Leda Nagle, publicada nesta quinta-feira 31, o parlamentar afirmou que, “caso a esquerda se radicalize”, haverá uma “resposta” institucional.

“Pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada, pois é uma guerra simétrica”, declarou.

O Ato Institucional Número 5 (AI-5) foi o principal decreto entre os 17 emitidos durante a ditadura, nos anos posteriores ao golpe de Estado de 1964.

Editado em 13 de dezembro de 1968 pelo governo do marechal Artur da Costa e Silva, o AI-5 retirou suspendeu direitos políticos, cassou mandatos e deu poderes ao presidente para fechar o Congresso Nacional.

Victor Ohana

Victor Ohana
Repórter do site de CartaCapital

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