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Em palanque de Flávio Bolsonaro, Milei chama Moraes de ‘lixo careca’

Presidente da Argentina critica o ‘socialismo’ e afirma que a direita pode iniciar uma nova ‘onda azul’ na América Latina 

Em palanque de Flávio Bolsonaro, Milei chama Moraes de ‘lixo careca’
Em palanque de Flávio Bolsonaro, Milei chama Moraes de ‘lixo careca’
O presidente da Argentina, Javier Milei, e o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro. Foto: Nelson Almeida/AFP
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O presidente da Argentina, Javier Milei, transformou a convenção nacional do PL, neste sábado 25, em um palanque de críticas ao Supremo Tribunal Federal, ao governo do presidente Lula (PT) e à esquerda latino-americana. Principal convidado internacional do evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto, o argentino afirmou confiar que o senador poderá derrotar Lula nas eleições deste ano e voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. 

Logo no início da participação, Milei criticou o ministro Alexandre de Moraes por não ter autorizado uma visita ao ex-presidente brasileiro e o chamou de “lixo careca”. Também afirmou lamentar não poder reencontrar o que definiu como um “grande amigo”.

Em seguida, o presidente argentino declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou acreditar que o senador representa a possibilidade de mudança no Brasil. Dirigindo-se ao candidato, disse confiar plenamente em sua capacidade de “parar Lula” e aconselhou o aliado a se preparar para uma disputa dura contra a esquerda. 

Grande parte do discurso foi dedicada à defesa de sua agenda econômica e a ataques ao socialismo. Milei afirmou que a Argentina viveu décadas de empobrecimento por causa de governos de esquerda, associando esse modelo ao aumento da inflação, da pobreza, do déficit público e da perda de liberdade econômica. Segundo ele, a experiência argentina serve de alerta para outros países da região e o Brasil ainda pode evitar esse caminho. 

O argentino também voltou a associar governos de esquerda ao Foro de São Paulo e afirmou esperar que uma “onda azul” avance pela América Latina. Na avaliação dele, uma vitória de Flávio Bolsonaro fortaleceria esse movimento regional e abriria caminho para uma nova fase no Brasil. 

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