Política

Em Natal, Alckmin é vaiado em ato de apoio a Lula

O público era formado por petistas e militantes de partidos aliados como o PSB, PCdoB e PSOL

Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice de Lula, durante evento em Natal (RN). Foto: Ricardo Stuckert
Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice de Lula, durante evento em Natal (RN). Foto: Ricardo Stuckert
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Pré-candidato a vice na chapa petista, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) foi vaiado na quinta-feira, 16, durante ato de apoio ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Natal. O público era formado por petistas e militantes de partidos aliados como o PSB, PCdoB e PSOL.

Alckmin foi vaiado quando teve o nome anunciado e também quando discursou. Além do ex-governador, foram vaiados o deputado federal e candidato a vice-governador do Rio Grande do Norte na aliança com o PT, Walter Alves (MDB), e o pai dele, o ex-senador Garibaldi Alves.

A governadora do Rio Grande do Norte e pré-candidata à reeleição Fátima Bezerra (PT), tentou apaziguar os ânimos e defendeu um movimento mais amplo de alianças. Aliados como a família Alves têm um longo histórico de oposição ao PT no Estado. O pré-candidato ao senado na chapa é o sobrinho de Garibaldi, Carlos Eduardo Alves (PDT).

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, defendeu os aliados petistas. “Aqui pode até ter gente com quem a gente divergiu, mas que é a favor da democracia e contra Bolsonaro.”

No palanque, o ex-presidente Lula criticou o preço da gasolina, fome no Nordeste e pediu um minuto de silêncio pelo assassinato do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira.

“Foram barbaramente torturados por bandidos, fascistas e milicianos que estão tentando roubar a Amazônia, para desmatar e pescar com dinamite peixes que indígenas pescam para viver”, disse o ex-presidente.

Durante o ato, Gleisi Hoffmann ironizou o presidente Jair Bolsonaro, que cumprirá agenda no Rio Grande do Norte nesta sexta-feira, 17, para a distribuição de chips de internet para alunos da rede pública de ensino. “Não sei o que Bolsonaro vem fazer no Nordeste, o Rio Grande do Norte não quer você aqui”, disse Hoffmann.

Lula diz que é preciso ‘juntar os divergentes’

O ex-presidente defendeu Alckmin e disse que é preciso “juntar os divergentes para vencer os antagônicos”.

“Eu aprendi que a gente não tem que gostar apenas das pessoas que pensam como nós, é preciso aprender a viver com os diferentes”, disse Lula. “É por isso que estamos construindo essa aliança, para a gente tentar fazer coisa com mais gente, não é só um partido, não é só um pensamento ideológico, é mais gente. Tem muita gente boa que não está no nosso meio”, continuou.

Ao justificar a aliança, Lula disse que todos convergem para não deixar o País “continuar sendo governado por um genocida”, em referência ao presidente Bolsonaro.

Encontro com governadores

Durante a tarde de quinta, Lula almoçou com governadores do Consórcio Nordeste, em um hotel da Via Costeira, em Natal. Os principais temas discutidos foram sobre a redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para combustíveis e o aumento dos casos de Covid-19 na região.

Segundo os governadores, a mudança no ICMS conforme a PEC aprovada no Congresso, vai provocar perda de arrecadação de R$ 17,2 bilhões nos nove estados da região.

Após o almoço, o ex-presidente visitante a 1ª Feira Nordestina de Agricultura Familiar, no Centro de Convenções de Ponta Negra, em Natal, e conversou com apoiadores.

O Rio Grande do Norte é o terceiro estado visitado por Lula após o lançando da pré-candidatura, em 7 de maio. Na quarta-feira, 15 ele esteve em Minas Gerais, e há duas semanas, visitou, o Rio Grande do Sul.

Estadão Conteúdo

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