Política

Em evento com Tarcísio, Alckmin rejeita anistia a golpistas: ‘Isso é inadmissível’

O vice-presidente afirmou que a democracia é parte da identidade nacional

Em evento com Tarcísio, Alckmin rejeita anistia a golpistas: ‘Isso é inadmissível’
Em evento com Tarcísio, Alckmin rejeita anistia a golpistas: ‘Isso é inadmissível’
05-09-2025 Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin durante Leilão do Tunel Submerso Santos-Guarujá. São Paulo-SP. Foto : Valdenio Vieira / SEAUD-PR
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse, nesta sexta-feira 5, ser inadmissível discutir um perdão aos condenados por atos golpistas. “O indulto é golpismo de marcha à ré. Isso é inadmissível”, frisou o pessebista, que também é ministro da Indústria e Comércio, após participar do leilão de concessão das obras do túnel submerso entre Santos e Guarujá, no litoral paulista.

Presente no evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, passou a última semana em Brasília articulando a votação do projeto que anistia os responsáveis pela depredação na Praça dos Três Poderes e pode livrar da prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu pela tentativa de golpe em 2022.

A jornalistas, Alckmin afirmou que a democracia é parte da identidade nacional e lembrou que foi a mobilização popular responsável por interromper períodos autoritários no País. “O Brasil tem amor à liberdade, à democracia. Quem derrubou o Estado Novo, quem acabou com a ditadura nas ruas, com as eleições, foi o povo. Está na índole do povo brasileiro a democracia. É preciso fortalecê-la”.

O vice-presidente também voltou a dizer que o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal não deveria servir de justificativa para a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros nos Estados Unidos. Em agosto, Donald Trump anunciou a sobretaxa em retaliação ao avanço do cerco judicial contra o ex-capitão e seus aliados.

“Ficamos tristes de ver pessoas lá fora trabalhando contra o emprego, contra as empresas brasileiras, contra nossa economia e, o pior, ainda pagando com dinheiro público”, afirmou Alckmin, em referência às articulações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto a autoridades americanas. “O julgamento no STF não tem nada a ver com política regulatória”.

Alckmin comparou a tentativa dos EUA para influenciar no caso de Bolsonaro a uma situação inversa. “Imagine o seguinte: a Suprema Corte americana abre um processo contra Barack Obama. Aí nós, brasileiros, não gostamos e vamos lá e aumentamos a tarifa. Não tem justificativa para isso”.

Segundo o ministro de Lula, contudo, apesar da redução das exportações para os Estados Unidos após o início do tarifaço, o comércio exterior brasileiro segue em alta. “As exportações estão crescendo, não estão caindo. Caíram para os EUA, mas nosso trabalho é reduzir essa tarifa”.

Conforme explicou à imprensa, o governo tem se engajado em uma mobilização ampla para enfrentar o impacto econômico da medida americana. “Nós queremos somar esforços para resolver esse problema. Governadores e parlamentares foram aos EUA para conversar com as autoridades americanas. É nesse caminho que vamos atuar”, finalizou Alckmin.

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