Política

Em evento com Onyx, Pacheco critica negacionismo e diz que houve menosprezo à Covid-19

O presidente do Senado ainda pediu ‘união nacional, respeito, responsabilidade fiscal e otimismo com o País’

Em evento com Onyx, Pacheco critica negacionismo e diz que houve menosprezo à Covid-19
Em evento com Onyx, Pacheco critica negacionismo e diz que houve menosprezo à Covid-19
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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Mesmo após recuo recente do presidente Jair Bolsonaro nos ataques ao Supremo Tribunal Federal, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que tem faltado respeito com o País na relação entre os Poderes.

O presidente do Senado participou de um evento com empresários do setor de supermercados ao lado dos ministros Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e João Roma (Cidadania).

O senador fez um discurso cobrando união nacional, respeito, responsabilidade fiscal e otimismo com o País. Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, Pacheco criticou o que chamou de negacionismo e afirmou que a pandemia de Covid-19 não deveria ter sido menosprezada.

“Considero que tem faltado respeito ao País, especialmente nas relações instituições, nas relações entre os Poderes, permitindo-se inclusive discutir essas relações através de redes sociais ou coisa que o valha, quando isso deveria estar sendo discutido em alto nível com respeito entre as instituições, entre os Poderes, porque esse é o exemplo que será dado à sociedade”, afirmou Pacheco.

Ao falar da pandemia de Covid-19, o presidente do Senado afirmou que a doença foi menosprezada no País e deveria ter sido alvo de um enfrentamento desde o início. A declaração veio após o ministro Onyx Lorenzoni defender Bolsonaro e afirmar que o presidente foi a primeira autoridade a falar em ações contra o vírus e, ao mesmo tempo, de preservação da economia.

No discurso, Pacheco afirmou ainda que ninguém aceitará retrocessos ao Estado Democrático de Direito e à democracia no País. O senador também disse que as discussões políticas e eleitorais devem ficar para 2022. “Não podemos nos render ao negacionismo ou ao negativismo que fazem com que nós estejamos desestimulados com o Brasil. É preciso estar estimulado com o Brasil e com as oportunidades que nós temos.”

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