Política
Em cerimônia com Lula e Lewandowski, Wellington César toma posse como ministro da Justiça
Baiano de 60 anos, o novo ministro é visto como uma figura de confiança pessoal de Lula
O presidente Lula (PT) participou da cerimônia de posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, nesta quinta-feira 15, no Palácio do Planalto. O ex-ministro Ricardo Lewandowski, que estava à frente da pasta desde fevereiro de 2024, também participou do evento.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que Wellington dará sequência ao trabalho de Lewandowski. “Com a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco Central, com todo mundo que puder, para que a gente possa, pela primeira vez, não ficar matando gente em favelas. Não é ficar prendendo pobre; vamos chegar à cobertura do crime organizado e saber quem é efetivamente responsável”, destacou.
Lewandowski afirmou que a transmissão de cargo é um momento que “simboliza não uma ruptura, mas uma continuidade”. “Quero dizer que o presidente Lula escolheu uma pessoa absolutamente apropriada para o cargo, o homem certo, no lugar certo, no momento certo”, disse.
Já o novo ministro destacou os pilares essenciais para a administração pública. “A questão da inteligência, o fortalecimento das instituições, a atitude de cooperação federativa e a eficiência no gasto público são quatro eixos fundamentais, a esta altura e diante do andamento da situação. Um dos motivos que me fez pedir ao presidente da República que fizéssemos esse ato da forma mais singela possível foi a percepção da urgência do trabalho”.
Baiano de 60 anos, Wellington César é visto como uma figura de confiança pessoal de Lula. Ele comandou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência de 2023 a 2024, período em que despachava quase diariamente com o petista.
Em março de 2016, sob o governo de Dilma Rousseff (PT), Wellington César chegou a assumir o comando da Justiça, mas permaneceu poucos dias no cargo. À época, o Supremo Tribunal Federal decidiu que integrantes do Ministério Público não poderiam ocupar funções no Executivo sem se desligar da carreira. Ele optou por permanecer no MP da Bahia, onde se aposentaria anos em 2023.
Sua trajetória no MPBA é extensa: foi promotor, procurador e procurador-geral por dois mandatos. Tem mestrado em ciências criminais e doutorado em direito penal e criminologia.
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