Política
Eliziane Gama deixa o PSD após aposta em Caiado e deve migrar para o PT
Na estreia como pré-candidato, o ex-governador goiano defendeu anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, incluindo Jair Bolsonaro
A senadora Eliziane Gama (sem partido-MA) definiu nesta quinta-feira 2 a sua saída do PSD. A decisão se deu após a sigla anunciar, na segunda-feira 30, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como o escolhido para concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro.
“O PSD decidiu seguir um novo trilho político no País”, disse, em nota. “Eu respeito, mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil.”
Caiado, em sua primeira declaração pública como pré-candidato à presidência, disse que concederá anistia a todos os condenados do 8 de Janeiro, incluindo Jair Bolsonaro (PL). Eliziane é contra. Ela foi relatora da CPMI do 8 de Janeiro, no Congresso Nacional, e pediu o indiciamento de 61 pessoas, inclusive do ex-presidente e de outros golpistas, civis e militares.
Alinhada e aliada do presidente Lula (PT), Eliziane deve justamente desembarcar no Partido dos Trabalhadores após uma série de convites da sigla desde o início do ano.
Ainda na nota, a senadora relata que recebeu “todas as garantias” do presidente do PSD, Gilberto Kassab, mas decidiu que o ciclo de quatro anos no PSD deveria se encerrar.
Com a saída de Eliziane, o PSD passa agora a contar com 11 senadores, dois a menos se comparado ao início do ano, com a já consumada migração de Rodrigo Pacheco (MG) ao PSB. Ela concorre à reeleição.
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