Política
Eleitores de Jair abraçam Flávio e rejeitam Michelle Bolsonaro como candidata à Presidência
Direitistas também rechaçam a ex-primeira-dama como principal liderança do campo na ausência do ex-capitão
Uma pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira 2 indica que 81,9% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) preferem Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência neste ano, ante 14,7% que expressam predileção por Michelle Bolsonaro (PL). Outros 2,1% responderam não preferir nenhum dos dois, e 1,4% não soube responder.
Considerando apenas o universo dos entrevistados que se declararam de direita, 43,2% definem Flávio como o melhor nome para liderar as pautas conservadoras nos próximos anos na ausência de Jair, condenado a 27 anos de prisão por liderar a trama golpista. O segundo colocado na lista é Nikolas Ferreira (PL), com 18,4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 14,5%. Neste recorte, Michelle tem apenas 3,9%.
O instituto também sondou a reação dos eleitores ao vídeo em que Michelle expôs desavenças com Flávio e acusou o enteado de humilhá-la. Setenta e oito por cento afirmaram ter assistido à gravação, dos quais 51% concordam com a decisão da ex-primeira-dama de publicá-la e 35,1% discordam. Apenas entre eleitores de Jair, 65,6% discordam da publicação e 26,5% concordam com ela.
Há outra notável diferença diante do questionamento sobre acreditar ou não na acusação de Michelle contra Flávio: 59,6% dos entrevistados disseram acreditar que ele foi grosseiro e desrespeitoso com a madrasta, índice que despenca para 29,9% entre eleitores de Jair.
Dos entrevistados que assistiram ao vídeo, 38,6% consideram que a principal motivação de Michelle ao publicá-lo é um possível desejo de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio. Para outros 28,5%, ela buscou apenas expor divergências políticas e sociais, enquanto para 22,3% ela tentou aumentar seu poder político no PL.
Para 37,8% dos que assistiram ao vídeo, ele enfraquece muito a candidatura de Flávio. Outros 26,3% avaliam que ele enfraquece um pouco, 22,4% dizem que não afeta, 7,1% afirmam que fortalece muito e 2,1% acham que fortalece um pouco.
O instituto entrevistou 4.999 eleitores pela internet, via Recrutamento Digital Aleatório, entre 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04582/2026.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
PGR defende manter Bolsonaro em prisão domiciliar
Por Maiara Marinho
Voto das mulheres: o que indicam as pesquisas sobre o desempenho de Lula e Flávio Bolsonaro
Por CartaCapital
TRE rejeita pedido do PSOL para impedir carreata pró-Flávio Bolsonaro na Paraíba
Por Maiara Marinho




