Política

Eleições 2020: Candidatas mulheres são recorde e negros são maioria

A cota eleitoral racial ainda depende de confirmação pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o que deve ocorrer nesta semana

Eleições 2020: Candidatas mulheres são recorde e negros são maioria
Eleições 2020: Candidatas mulheres são recorde e negros são maioria
Créditos: EBC
Apoie Siga-nos no

O número de candidaturas de postulantes do sexo feminino para as eleições municipais é um recorde, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral. Pela primeira vez na história também é maior o número de candidatos autodeclarados negros (pretos ou pardos) em relação aos que se identificam como brancos.

Os 523 mil pedidos computados até agora já representam 45 mil a mais do total de 2016 e cerca de 80% do que o tribunal espera receber este ano, com base nas convenções partidárias —cerca de 645 mil postulantes.

Até o final da manhã deste domingo 27, o percentual de candidatas mulheres era de 34%, 176 mil concorrentes. Esse índice não passou de 32% nas últimas três eleições. Pelas regras atuais, os partidos devem reservar ao menos 30% das vagas de candidatos e da verba pública de campanha para elas.

Os autodeclarados pretos e pardos somavam 51% dos candidatos (263 mil) contra 48% dos brancos (248 mil). Entre os negros, 208 mil se declaravam pardos e 55 mil, pretos.

A cota eleitoral racial ainda depende de confirmação pelo plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), o que deve ocorrer nesta semana.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo