Política

Eduardo Paes renuncia à Prefeitura do Rio para disputar governo do estado

Prefeito deixa o cargo após mais de 4,8 mil dias à frente da cidade e confirma pré-candidatura; vice assume com promessa de continuidade

Eduardo Paes renuncia à Prefeitura do Rio para disputar governo do estado
Eduardo Paes renuncia à Prefeitura do Rio para disputar governo do estado
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no
Eleições 2026

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), formalizou nesta sexta-feira 20 sua renúncia ao cargo em carta encaminhada à Câmara Municipal, abrindo caminho para a disputa ao governo do estado. A decisão ocorre no contexto de sua pré-candidatura, que conta com o apoio do presidente Lula (PT).

No documento, Paes afirma que a saída é resultado de um processo de reflexão e de um compromisso político mais amplo. “Ela é fruto de muita reflexão e do entendimento de que tenho um dever a cumprir com o Estado do Rio de Janeiro”, escreveu.

A renúncia segue os dispositivos legais que exigem o afastamento do cargo para participação na eleição. Paes destacou sua trajetória na vida pública e a ligação com o estado: “Desde os meus vinte e dois anos, sirvo ao Rio e à sua capital […] compromisso que permanece inabalável”.

Paes também fez um balanço de sua gestão, após somar 4.827 dias no comando da cidade. Segundo ele, o Rio é hoje “uma cidade muito mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva, com uma economia pujante e serviços públicos de qualidade”. Apesar disso, reconheceu que ainda há desafios.

Com a saída, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assume o comando da Prefeitura.

Leia a íntegra da carta:

“Senhor Presidente,

Dirijo-me a Vossa Excelência para comunicar minha renúncia ao mandato de Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro em cumprimento ao disposto no inciso I do art. 6º do Decreto-lei nº 201, de 27 de fevereiro de 1967, e ao inciso XVIII do art. 45 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro.

Ela é fruto de muita reflexão e do entendimento de que tenho um dever a cumprir com o Estado do Rio de Janeiro. Desde os meus vinte e dois anos, sirvo ao Rio e à sua capital – como Subprefeito, Vereador, Deputado Federal e Prefeito – compromisso que permanece inabalável. Sou profundamente grato aos cidadãos cariocas por quatro vezes terem me dado a honra de governar nossa Cidade, mas, em virtude de minha pré-candidatura ao Governo do Estado, devo deixar a Prefeitura.

Depois de 4.827 dias como Prefeito, tenho a convicção de que o Rio é hoje uma Cidade muito mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva, com uma economia pujante e serviços públicos de qualidade. Ainda enfrentamos desafios, mas, se posso deixar o mandato com paz de espírito, é porque sei que o Vice-Prefeito Eduardo Cavaliere dará continuidade às políticas públicas exitosas deste governo e que contará com o pleno apoio dessa Câmara Municipal para seguir construindo uma cidade onde todos possam viver com humanidade, dignidade e qualidade de vida.

O amor pelo Rio sempre me motivou a trabalhar duro todos os dias para que os cariocas tenham uma vida melhor e possam encontrar a felicidade e para que as próximas gerações possam colher os frutos de um legado de transformações. Por nosso povo, à fé em mim depositada, dei minha vida em retribuição”.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo